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Vazamento de Dados de 500 mil Pacientes em Ataque Cibernético
A ANPD investiga vazamento de dados de 500 mil pacientes da rede pública de saúde, incluindo informações sensíveis de crianças e idosos.
Shahadat Rahman/Unsplash
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou um processo sancionador para investigar um vazamento alarmante de dados pessoais e do histórico médico de 500 mil pacientes da rede pública de saúde. Este incidente, que ocorreu no ano passado, foi resultado de um ataque cibernético direcionado ao Instituto Saúde e Cidadania (Isac), uma organização social que gerencia serviços de saúde pública em diversos estados, como Goiás, Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Piauí e Tocantins.
O Isac confirmou o vazamento, que expôs dados sensíveis de 500 mil pacientes, entre os quais aproximadamente 78.772 eram crianças e adolescentes, e 47.921 eram idosos.
Os dados vazados incluem informações de identificação pessoal, como nome e data de nascimento, além de históricos médicos, como exames, prontuários, prescrições, atendimentos ambulatoriais, internações, diagnósticos e procedimentos realizados. O ataque foi classificado como um ataque cibernético do tipo ‘ransomware’.
Em resposta ao incidente, o Isac declarou que está “tomando todas as medidas necessárias para investigar o ocorrido, mitigar impactos e evitar novas ocorrências.” No entanto, a ANPD observou que a comunicação do Isac aos titulares afetados foi inadequada, limitando-se a um aviso publicado em seu site institucional, o que é considerado insuficiente. O processo sancionador da ANPD estabelece um prazo de dez dias úteis, a partir da intimação, para que o Isac apresente sua defesa.
