Vale-refeição: Novas Regras Transformam o Setor em 2026
Mudanças recentes nas normas do vale-refeição abrem espaço para novos players e impactam o mercado de benefícios corporativos.
05/09/2026, 10h07
Atualizado há cerca de 50 minutos
Publicidade
A recente entrada do BTG Pactual e do C6 Bank no setor de benefícios corporativos marca um ponto de virada em uma indústria que, até então, era dominada por nomes como Alelo, Pluxee (anteriormente conhecida como Sodexo), VR Benefícios e Ticket.
Mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) derrubaram barreiras que antes dificultavam a entrada de novas instituições financeiras nesse espaço. O resultado? Um mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões anualmente agora se apresenta como uma nova oportunidade.
Além disso, um projeto em andamento busca identificar as principais variáveis que podem ajudar a aumentar a captura do biocombustível e, consequentemente, melhorar sua eficiência energética.
Para se adaptar, gigantes como Visa, Mastercard e Elo estão investindo em sistemas que permitem que robôs de inteligência artificial façam pesquisas, selecionem produtos e concluam compras de forma autônoma.
As novas normas também trazem uma proibição: operadoras de grande porte, aquelas com mais de 500 mil clientes, não podem mais participar dos arranjos de pagamentos fechados. Essa mudança é significativa, pois o modelo anterior permitia que essas bandeiras firmassem contratos individuais com cada restaurante ou supermercado, o que complicava a vida do trabalhador que, para almoçar no bar da esquina, precisava averiguar se seu vale-refeição era aceito ali.
Com a implementação do Decreto 12.712, de 2025, o cartão benefício agora deve operar em uma infraestrutura aberta, unificada e interoperável. Em termos simples, isso significa que todos os terminais estão conectados a uma rede que processa diferentes bandeiras.
Essas novas regras também definem um limite para as taxas cobradas e reduzem para 15 dias o prazo para o repasse dos valores aos restaurantes, o que é uma boa notícia para o setor.
Com isso, empresas de benefícios flexíveis, como Caju, Flash e Swile, estão em uma posição vantajosa. Elas já trabalhavam com bandeiras abertas, como Visa ou Mastercard, e agora não precisam mais competir com rivais que costumavam oferecer descontos e vantagens para atrair grandes empresas.
As credenciadoras mais tradicionais, por sua vez, costumavam formar parcerias estratégicas com os maiores bancos do país, buscando garantir um certo nível de exclusividade na distribuição dos cartões. Um exemplo disso é a Alelo, que pertence à Elopar, uma holding controlada em conjunto pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil. O Itaú Unibanco, por sua vez, possui uma participação minoritária na Ticket Serviços.
Agora, com o novo modelo, essas instituições mais recentes estão de olho em um produto que não só gera uma receita consistente, mas também pode fidelizar clientes. O foco, aqui, é a principalidade – ou seja, o quanto as empresas conseguem concentrar o relacionamento em um banco específico.
Ao expandir sua gama de serviços, os benefícios corporativos se tornam uma verdadeira porta de entrada, possibilitando a transição para produtos como crédito. Isso é o que o setor costuma chamar de “cross-selling”.
“Os bancos sempre tiveram uma disputa acirrada pela folha salarial das empresas”, comenta Doug Storf, CEO e fundador da...
