Vale Confirma Resultados do Minério de Ferro e VBM em 2026

Resultados do terceiro trimestre da Vale mostram alinhamento com expectativas, destacando lucros e investimentos estratégicos.

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30/10/2026 14h09 Atualizado 30/10/2026 14h09

Nesta sexta-feira, 30 de outubro, durante uma entrevista sobre os resultados do terceiro trimestre, Marcelo Bacci, vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, compartilhou perspectivas sobre os resultados financeiros da empresa. Ele afirmou que tanto os volumes quanto os custos do minério de ferro e da Vale Base Metals (VBM) estão alinhados com as expectativas, assim como os investimentos realizados pela companhia.

Bacci destacou que o “capex” (investimento) está sob controle e que a dívida da empresa tem apresentado redução, o que proporciona à Vale a flexibilidade necessária para crescer e continuar remunerando seus acionistas. O executivo também mencionou que o resultado, divulgado na véspera, superou ligeiramente as previsões do mercado, refletindo-se em um aumento nas ações da companhia.

Analisando os números, entre julho e setembro, o lucro líquido da Vale alcançou US$ 1,255 bilhão, representando uma queda de 53% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, a receita operacional líquida foi de US$ 10,599 bilhões, registrando um crescimento de 2% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior.

A dívida líquida expandida, que inclui compromissos relacionados à recuperação de Brumadinho e Mariana, fechou o trimestre em US$ 16,413 bilhões, uma redução de 1% em relação ao ano anterior. Os investimentos realizados nesse período totalizaram US$ 1,250 bilhão, mantendo-se em linha com o que foi feito no terceiro trimestre do ano passado.

Atualmente, as ações da Vale estão em uma trajetória de alta, subindo 3,70% na B3, com cotação a R$ 62,27.

Quando questionado sobre os programas de recompra de ações e a possibilidade de um dividendo extraordinário, Bacci lembrou que a empresa tem um programa ativo para recomprar até 100 milhões de ações. Ele observou que a recente queda significativa nas ações representa uma oportunidade para a companhia. “Acreditamos que teremos chances nos próximos meses para realizar essas recompras, mas não podemos antecipar nem o volume nem o 'timing'”, afirmou.

Em relação aos dividendos extraordinários, Bacci foi claro ao dizer que “não devem acontecer este ano”, citando as incertezas geopolíticas atuais. “Optamos por uma postura mais conservadora. Assim que o cenário se tornar mais claro, poderemos discutir isso para 2027, mas ainda é cedo para abordar o assunto.”

O executivo também enfatizou que a empresa está se preparando para diversos cenários políticos, ressaltando que a Vale desenvolveu estratégias diferentes tanto para a eventual vitória do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), quanto para o cenário atual, que resultou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Temos um diálogo ativo com o governo atual, e não haverá interrupções”, disse Bacci, acrescentando que enviou a ambos os candidatos um estudo mostrando que a mineração pode ser um motor de crescimento para o Brasil nos próximos anos, tanto em relação aos minerais críticos quanto ao minério de ferro. Ele destacou que o setor atualmente representa cerca de 4% do PIB brasileiro, enquanto em países como Austrália e Chile esse número chega a aproximadamente 10%.

Por fim, Bacci ressaltou que o estudo indica que o total de impostos pagos pelo setor no Brasil pode dobrar nos próximos anos, caso certas medidas de incentivo sejam implementadas, chegando a R$ 1 trilhão.

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