Vacinação: A Chave no Combate à Meningite em 2026
No Dia Mundial de Combate à Meningite, HDT destaca a importância da vacinação e alerta sobre a baixa cobertura vacinal no Brasil.

No dia 24 de abril, data em que comemoramos o Dia Mundial de Combate à Meningite, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) faz um importante alerta sobre a prevenção dessa doença. A vacinação se destaca como a forma mais eficaz de proteção. A infectologista pediátrica do HDT, Roberta Rassi, explica que a meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Essa condição pode ser provocada por vírus, bactérias ou fungos, mas a forma bacteriana é a mais preocupante, pois apresenta um risco maior de mortalidade e complicações.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas que protegem contra os principais agentes bacterianos, como pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b. A imunização começa logo nos primeiros meses de vida e se estende até a adolescência, incluindo a vacina meningocócica ACWY. "Seguir corretamente o calendário vacinal é fundamental para prevenir as formas mais graves da doença", enfatiza a médica, que também levanta uma preocupação: a cobertura vacinal no país ainda é baixa.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), em 2025, o estado registrou 231 casos confirmados de meningite, resultando em 34 óbitos. Já em 2026, até agora, foram 33 casos e 10 mortes. No HDT, as notificações passaram de 152 em 2025 para 45 em 2026; até abril, observou-se um aumento de 33 para 45 registros — um acréscimo de 12 casos. É importante lembrar que essas informações são dinâmicas e os municípios podem atualizá-las no sistema oficial (SINAN Net).
Os sintomas da meningite variam conforme a idade. Em bebês, podem incluir febre ou até hipotermia, irritabilidade e falta de apetite. Para crianças maiores, adolescentes e adultos, a tríade clássica se destaca: febre, dor de cabeça e vômitos. Além disso, é fundamental ressaltar que a doença é contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias. Medidas simples, como manter o calendário vacinal em dia, higienizar as mãos e evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas, são eficazes na prevenção, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e imunossuprimidos.
O diagnóstico é realizado por meio da análise do líquido cefalorraquidiano, coletado através de punção lombar. O tratamento varia conforme o agente causador, e nos casos bacterianos, envolve o uso de antibióticos intravenosos. Quando a doença é diagnosticada precocemente, as chances de cura aumentam e o risco de sequelas diminui.
Portanto, diante de sintomas como febre persistente, dor de cabeça intensa e vômitos, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. "A meningite é uma condição grave, mas a boa notícia é que pode ser prevenida. A vacinação é a principal ferramenta para proteger a população", conclui a especialista.
