Usiminas (USIM5) registra queda de 7% após resultados financeiros decepcionantes

Usiminas (USIM5) registra queda de 7% após resultados financeiros decepcionantes

Ações da Usiminas enfrentam forte desvalorização após balanço do 3T26 e previsões pessimistas para o 4T26, impactando o mercado financeiro.

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Reprodução Redes Sociais

As ações da Usiminas (USIM5) enfrentaram uma queda acentuada nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, liderando as perdas no Ibovespa. Por volta das 10h25, os papéis da siderúrgica desmoronavam 6,95%, sendo negociados a R$ 5,09. A XP Investimentos, em um relatório elaborado pelos analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, classificou os resultados do terceiro trimestre de 2026 como insatisfatórios. O EBITDA do segmento de Aço ficou aquém das expectativas, além de não alcançar nem mesmo a projeção conservadora previamente estabelecida pela administração. Para complicar ainda mais, as previsões para o quarto trimestre de 2026 sinalizam uma pressão adicional sobre os lucros em comparação ao trimestre anterior. Embora tenha havido um aumento no volume de aço, a inflação nos custos se mostrou um obstáculo maior, superando os benefícios gerados pela alavancagem operacional. O Custo dos Produtos Vendidos por tonelada (CPV/t) subiu em relação ao trimestre anterior, afetando as margens de maneira negativa. O Bradesco BBI também se posicionou sobre os resultados, enfatizando uma visão cautelosa em relação a 2027, dado que a visibilidade sobre uma possível recuperação no setor siderúrgico é baixa. De acordo com a equipe do Bradesco BBI, sob a liderança do analista Rafael Barcellos, a divisão de aço foi a principal decepção. Os preços realizados registraram queda, mesmo com os efeitos residual dos reajustes implementados no segundo trimestre e uma composição de vendas mais favorável. Isso sugere que, ao longo do período, a Usiminas pode ter concedido descontos para impulsionar as vendas. O JPMorgan corroborou a análise, apontando que o principal fator para o desempenho abaixo do esperado foi a divisão de aço. O EBITDA desse segmento alcançou R$ 538 milhões, uma queda de 21,8% em relação ao trimestre anterior e 18% abaixo da projeção da instituição. Esse desvio deve-se, em grande parte, ao aumento dos custos, que cresceram 3,3% em comparação ao trimestre anterior e superaram em 1% as estimativas do JPMorgan. A empresa também destacou que o aumento nos custos de placas de aço e coque, juntamente com a desvalorização do real em relação ao dólar, pressionou o custo dos produtos vendidos por tonelada (CPV/t). Na área de mineração, o EBITDA somou apenas R$ 19 milhões, o que se alinha à expectativa do JPMorgan de que o resultado operacional no trimestre seria praticamente nulo. Esse desempenho foi influenciado pela queda de 7,3% nos preços realizados, pelo aumento dos custos, especialmente com frete, e pela redução de 18,4% nos volumes. Olhando para o futuro, a XP manteve uma posição cautelosa em relação às suas projeções para o quarto trimestre de 2026 e para 2027. Isso se deve ao fato de que as altas taxas de juros e um cenário econômico doméstico mais desafiador devem continuar restringindo tanto a demanda quanto os preços do aço.

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