Uefa Critica Propostas de Copa do Mundo de Infantino
A Uefa se opõe a planos da Fifa que buscam investimentos privados, levantando preocupações sobre a integridade do futebol mundial.

Na final da Copa do Mundo de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, essa ocasião foi marcada por mais do que uma celebração do futebol. A Uefa, entidade que regula o futebol europeu, manifestou forte objeção às propostas da Fifa que visam atrair investimentos privados para suas competições, incluindo o torneio mundial.
A Fifa pretende expandir o financiamento para o desenvolvimento do futebol, com um objetivo de mais de 10 bilhões de dólares, além de buscar investimentos de terceiros para uma nova iniciativa.
Essa informação foi inicialmente divulgada pelo Financial Times e pelo Times, que relataram que esses planos poderiam render a Infantino dezenas de milhões de dólares. A Fifa planeja permitir investimentos minoritários, mas não controladores, em uma nova subsidiária chamada Fifa Forward Enterprise (FFE).
Infantino defende que todos os países deveriam se beneficiar do sucesso comercial do futebol.
Entretanto, a Uefa expressou sua insatisfação com as propostas, afirmando que elas "ultrapassam um limite", comprometendo a integridade da governança do futebol. A Uefa argumenta que a governança do esporte não deve ser tratada como uma mercadoria.
Esse tema será discutido na próxima reunião do Conselho da Fifa e pode ser votado no Congresso da Fifa, que ocorrerá em março em Marrocos, representando um momento crucial para o futuro financeiro do futebol mundial.
Atualizado há menos de 1 hora
Apesar do recuo de Gianni Infantino na proposta da Fifa Forward Enterprise, a Uefa também deu um passo atrás em relação à participação de seus afiliados nas competições da entidade máxima do esporte, mas, por outro lado, atua em diversas frentes para tornar o ambiente do presidente suíço insustentável. Nos bastidores, a confederação europeia, com respaldo também da Concacaf e da AFC, vem trabalhando para tornar a Fifa ingovernável e impossibilitar a permanência de Infantino. A ideia é que os representantes das confederações não participem das reuniões dos órgãos internos da Fifa, dificultando a validação de qualquer decisão. O CAF continua, por ora, apoiando o suíço, enquanto a Conmebol se mantém neutra. Há ainda membros da federação asiática que também continuam ao lado de Infantino, mas a maior parte do bloco já roeu a corda, e o mesmo acontece na OFC.


