
UE corta apoio à Bienal de Veneza após Rússia participar
A União Europeia reduz em 2 milhões de euros a subvenção à Bienal de Veneza em resposta à presença da Rússia na exposição de arte de 2026.
Reprodução Redes Sociais
A União Europeia decidiu cortar uma subvenção de 2 milhões de euros destinada à Bienal de Veneza. Essa medida foi tomada em resposta à participação da Rússia na 61ª exposição de arte contemporânea, programada para ser inaugurada no dia 9 de maio. A Comissão Europeia anunciou que a Fundação da Bienal já recebeu a notificação sobre o corte no financiamento, que se estenderá pelos próximos três anos. A instituição agora tem um prazo de 30 dias para justificar a sua escolha de permitir a presença russa, que ocorre pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia em 2022.
Thomas Renier, porta-voz da Comissão Europeia, lembrou que Bruxelas já havia sinalizado anteriormente sua intenção de tomar tal medida. Os organizadores da Bienal, por sua vez, defenderam que a Bienal de Veneza se opõe a qualquer forma de exclusão ou censura na cultura e na arte, reafirmando seu papel como um espaço de diálogo e liberdade artística.
É importante destacar que a Bienal de Veneza é a mais antiga e uma das mais prestigiadas exposições de arte do mundo, apresentando uma exposição principal e pavilhões nacionais que são comissariados pelos países participantes. Neste ano, 99 nações estarão representadas com seus próprios pavilhões.
A decisão da União Europeia de cortar essa subvenção é um dos gestos mais significativos de Bruxelas no campo cultural nos últimos anos. Ela reflete uma postura política mais ampla em relação a Moscovo.
A presença da Rússia na Bienal é vista como uma tentativa de Moscovo de recuperar sua legitimidade cultural, em meio à guerra em curso. Assim, os cortes nas subvenções se apresentam como uma forma da UE expressar sua posição diante de questões que envolvem tanto a política quanto a cultura.
Atualizado há 2 horas
O ministro da Cultura de Itália, Alessandro Giuli, não assistirá à abertura da 61ª Bienal de Veneza em protesto contra a presença do pavilhão russo no evento. O Ministério da Cultura fez o anúncio na sexta-feira, através de uma nota. "O ministro Alessandro Giuli não se deslocará a Veneza nos dias de pré-abertura da 61ª Exposição de Arte da Bienal de Veneza nem assistirá à cerimónia de abertura, prevista para 9 de maio", lê-se no comunicado. A presença da Rússia nunca foi digerida pelo ministro Giuli, que em março pediu a demissão de Tamara Gregoretti, representante do Ministério da Cultura no Conselho de Administração da Bienal. Gregoretti não tinha alertado para a possível presença de um pavilhão russo no evento, nem se tinha oposto à participação de Moscovo. "Estou serena e não tenho intenção de me demitir", respondeu Gregoretti numa nota, afirmando que se movia no âmbito da autonomia da instituição, "segundo a qual os membros do conselho de administração não representam aqueles que os nomearam". Entretanto, o júri da 61ª Bienal de Veneza anunciou na quinta-feira que irá excluir a Rússia e Israel dos prémios, numa decisão sem precedentes. Serão excluídos da competição pelo Leão de Ouro e Leão de Prata "os países cujos líderes são atualmente acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI)", lê-se numa nota.
Atualizado há 14 horas
O ministro da Cultura de Itália, Alessandro Giuli, não assistirá à abertura da 61ª Bienal de Veneza em protesto contra a presença do pavilhão russo no evento. O Ministério da Cultura fez o anúncio na sexta-feira, através de uma nota. "O ministro Alessandro Giuli não se deslocará a Veneza nos dias de pré-abertura da 61ª Exposição de Arte da Bienal de Veneza nem assistirá à cerimónia de abertura, prevista para 9 de maio", lê-se no comunicado. A presença da Rússia nunca foi digerida pelo ministro Giuli, que em março pediu a demissão de Tamara Gregoretti, representante do Ministério da Cultura no Conselho de Administração da Bienal. Gregoretti não tinha alertado para a possível presença de um pavilhão russo no evento, nem se tinha oposto à participação de Moscovo. "Estou serena e não tenho intenção de me demitir", respondeu Gregoretti numa nota, afirmando que se movia no âmbito da autonomia da instituição, "segundo a qual os membros do conselho de administração não representam aqueles que os nomearam". Entretanto, o júri da 61ª Bienal de Veneza anunciou na quinta-feira que irá excluir a Rússia e Israel dos prémios, numa decisão sem precedentes. Serão excluídos da competição pelo Leão de Ouro e Leão de Prata "os países cujos líderes são atualmente acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI)", lê-se numa nota.
Atualizado há 20 horas
A presença da Rússia nunca foi digerida pelo ministro Giuli, que em março pediu a demissão de Tamara Gregoretti, representante do Ministério da Cultura no Conselho de Administração da Bienal. Gregoretti não tinha alertado para a possível presença de um pavilhão russo no evento, nem se tinha oposto à participação de Moscovo. "Estou serena e não tenho intenção de me demitir", respondeu Gregoretti numa nota, afirmando que se movia no âmbito da autonomia da instituição, "segundo a qual os membros do conselho de administração não representam aqueles que os nomearam". A questão gerou divisões na maioria, com o ministro das Infraestruturas e dos Transportes, Matteo Salvini, a pronunciar-se a favor da participação de Moscovo na Bienal. "Já há demasiados conflitos à volta, quem faz arte, quem faz cultura, quem faz desporto deve juntar as pessoas, deve unir, deve incluir, não sou a favor da exclusão de ninguém, por isso convido a Bienal a ir em frente", afirmou o líder da Liga. Buttafuoco compara a Bienal à ONU "Uma instituição que pode ser considerada a ONU da arte, da qual nenhuma nação pode ser excluída", disse Buttafuoco a dois deputados do Movimento 5 Estrelas, Gaetano Amato e Enrico Cappelletti, que se reuniram com ele na sexta-feira para lhe prestar "solidariedade". O presidente da Fundação da Bienal reiterou várias vezes "que não violou nenhuma regra e que atuou em total conformidade com o acordo em vigor com a Agência Europeia para a Educação e Cultura (Eacea)".


