TSE Reitera: Smartmatic Não Forneceu Urnas ao Brasil
Tribunal Superior Eleitoral esclarece novamente a relação com a Smartmatic, desmentindo informações enganosas sobre urnas eletrônicas brasileiras.
Na terça-feira, 22 de julho de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou um ponto crucial: a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Essa questão voltou a ser debatida após o pré-candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), senador Flávio Bolsonaro, ter compartilhado informações enganosas sobre as urnas brasileiras. Durante um evento na segunda-feira, 21 de julho, ele alegou, sem apresentar evidências, que os equipamentos brasileiros pertenciam à Smartmatic.
Vale destacar que a página Fato ou Boato, um canal utilizado pelo tribunal para desmentir notícias falsas, trouxe à tona um comunicado de 2020. Esse documento já havia sido utilizado pelo TSE para refutar boatos sobre a empresa venezuelana que circulavam na internet desde, pelo menos, 2017. O tribunal enfatizou que as urnas eletrônicas brasileiras foram desenvolvidas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral. Além disso, a produção dessas urnas ocorre sob a “direta coordenação” desses profissionais, em empresas escolhidas através de licitações públicas, um processo que reforça a segurança e a transparência das eleições.
Outro ponto importante é que o TSE esclareceu que a Smartmatic firmou contratos com o tribunal apenas para "prestação de serviços de conexão de dados e voz", e não para o desenvolvimento ou operação das urnas eletrônicas. É interessante notar que Flávio utilizou um documento da CIA para tentar vincular a Smartmatic às urnas brasileiras, uma associação já desmentida pelo TSE desde 2017. Essa declaração do pré-candidato gerou reações críticas de adversários e especialistas, que percebem uma repetição da estratégia adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, para questionar a integridade do sistema eleitoral do país.