TSE Promove Semana de Atividades Sobre Urnas Eletrônicas
Iniciativas do TSE visam esclarecer sobre a segurança das urnas e combater desinformação antes das eleições de outubro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está promovendo, nesta semana, uma série de iniciativas voltadas a informar os eleitores sobre a segurança e a transparência das urnas eletrônicas. A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação traz uma programação que inclui demonstrações do uso das urnas, palestras, exposições e ações para combater a desinformação que circula sobre o sistema de votação.
Na segunda-feira, dia 3, às 17h30, o TSE realizará uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O objetivo? Mostrar, na prática, como cada componente da urna funciona. Durante essa live, técnicos do tribunal abrirão o equipamento para que todos possam ver de perto. Além disso, será lançada a campanha "Fato ou Boato – Viralizou", que visa esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que circulam na internet.
Essa mobilização culminará no próximo domingo, dia 9, com a Corrida Pela Democracia, que acontecerá em Brasília. Essa atividade esportiva busca, de maneira envolvente, incentivar a participação popular no processo eleitoral. É importante lembrar que o primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Se nenhuma candidatura receber mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, haverá um segundo turno, marcado para o dia 25, que pode ocorrer nas disputas para os cargos de governador e presidente.
Atualizado há 2 horas
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) também aderiu à programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizando uma apresentação detalhada da urna eletrônica para a imprensa e entidades fiscalizadoras. Durante o evento, o equipamento foi desmontado para demonstrar o funcionamento dos circuitos eletrônicos e dos mecanismos de segurança, reforçando a confiança no sistema de votação. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, destacou que a urna eletrônica é segura e inspecionada por diversas entidades, incluindo partidos políticos e o Ministério Público. Michel Kovacs, secretário de Tecnologia da Informação do TRE, explicou que existem barreiras físicas e digitais que previnem fraudes e que, em caso de falha técnica, a votação pode ser transferida para uma urna de reserva sem perda de votos. Ele também salientou que a Justiça Eleitoral é responsável pela especificação técnica dos aparelhos, garantindo a segurança desde a fabricação até a ativação das urnas.
Atualizado há 8 horas
Desde as últimas eleições, ataques contra o sistema eletrônico tornaram-se frequentes, com destaque para campanhas de desinformação nas redes sociais. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, afirmou que a legitimidade das urnas eletrônicas é inquestionável. "Isso não é conveniência tecnológica, isso é a soberania popular. A urna eletrônica é segura. Não existe, nesse país, um sistema mais aberto, mais inspecionado e mais testado do que ela. O código-fonte é examinado por partidos, pela Ordem dos Advogados [do Brasil], pelo Ministério Público, pelas universidades, pelas Forças Armadas", disse Tavares. Kovacs destacou que há lacres feitos pela Casa da Moeda que deixam rastros se forem violados. Assinaturas digitais, biometria e auditorias constantes criam camadas de segurança adicionais. Kovacs disse que, por ser um sistema isolado, sem conexão com a internet, e com atualização simultânea em todo o país, um criminoso não teria tempo nem meios de ultrapassar todas as barreiras impostas sem ser detectado. O secretário do TRE foi questionado sobre a possibilidade de retorno do voto em papel. Disse que a máquina eletrônica foi introduzida no Brasil em 1996 para erradicar as fraudes sistemáticas da época do voto impresso e citou casos de adulterações na apuração, como sumiço de votos e rasuras em cédulas. "Tirar a máquina eletrônica seria um retrocesso para o país", disse Kovacs.
Atualizado há 11 horas
No dia da votação, os dados da seção e dos votos são gravados tanto na memória interna da urna quanto nas mídias externas (memórias do resultado e de carga). Caso haja falha técnica em uma urna, utiliza-se uma mídia preparada especificamente para a contingência. Ela transfere os dados com segurança para uma urna de reserva e permite que a votação continue exatamente do ponto onde parou, sem perda de votos nem comprometimento da integridade da seção. Sobre a fabricação dos aparelhos (hardware) e dos programas de votação (software), foi apresentado que a Justiça Eleitoral é responsável por desenhar toda a especificação técnica e de segurança. A empresa privada contratada apenas produz o equipamento seguindo estritamente o projeto exigido. Durante a produção, nem mesmo o fabricante tem controle total do equipamento. São utilizados componentes de segurança que exigem procedimentos rigorosos para ativação das urnas após a saída da fábrica.
Atualizado há 35 horas
No dia da votação, os dados da seção e dos votos são gravados tanto na memória interna da urna quanto nas mídias externas (memórias do resultado e de carga). Caso haja falha técnica em uma urna, utiliza-se uma mídia preparada especificamente para a contingência. Ela transfere os dados com segurança para uma urna de reserva e permite que a votação continue exatamente do ponto onde parou, sem perda de votos nem comprometimento da integridade da seção. Sobre a fabricação dos aparelhos (hardware) e dos programas de votação (software), foi apresentado que a Justiça Eleitoral é responsável por desenhar toda a especificação técnica e de segurança. A empresa privada contratada apenas produz o equipamento seguindo estritamente o projeto exigido. Durante a produção, nem mesmo o fabricante tem controle total do equipamento. São utilizados componentes de segurança que exigem procedimentos rigorosos para ativação das urnas após a saída da fábrica. Também afirmou que a apuração em papel é extremamente custosa, demorada e suscetível a erros humanos ou adulterações intencionais nas planilhas. “Tirar a máquina eletrônica seria um retrocesso para o país”, disse Kovac.