TSE: Ministros descartam anulação do segundo turno por Flávio Bolsonaro

Discussões no TSE indicam que pedido de Flávio Bolsonaro para anular segundo turno da eleição não deve prosperar, apesar de polêmicas recentes.

•2 min de leitura•Fonte original

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutem em caráter reservado a solicitação do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, para anular o segundo turno das eleições. A avaliação é de que esse pedido não deve avançar. Membros da Corte apontam que a decisão inédita do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação por duas horas, gerou questionamentos sobre o resultado. No entanto, a Justiça Eleitoral considera que essa medida não teve impacto significativo no pleito.

Outro fator que pesa contra a contestação é a grande diferença de votos entre os candidatos. Lula obteve 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões, resultando em uma vantagem de 4,4 milhões de votos para o ex-presidente. Essa disparidade torna a anulação ainda mais improvável.

Flávio Bolsonaro demonstrou perplexidade em relação à prorrogação da votação e anunciou sua intenção de solicitar a anulação das eleições. Um levantamento do g1, com dados do TSE, revelou que 35.521 votos foram contabilizados após as 17 horas de domingo (25), horário de Brasília. Além disso, a própria campanha de Flávio havia solicitado ao TSE a extensão do horário de votação em vários estados, incluindo Minas Gerais e São Paulo.

Ministros do TSE e do STF reconhecem que houve falhas durante este episódio. A decisão de Zanin gerou críticas e levou a conversas de emergência entre os ministros, que buscavam soluções para a aplicação da determinação e discutiam possíveis contestações.

Após relatos de problemas no transporte, como ônibus e voos cancelados, técnicos do TSE recomendaram que o horário de encerramento da votação permanecesse às 17h até que informações mais concretas fossem recebidas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, solicitou informações ao TRE-BA em um prazo de meia hora, por volta das 16h, enquanto a campanha de Lula acionou o STF pedindo a prorrogação.

Diante desse contexto, a reunião de emergência convocada por Kassio visava discutir as implicações da decisão, enquanto os TREs informavam a impossibilidade de cumprir a determinação do STF, já que as seções haviam fechado as urnas e não era viável reabri-las.

Compartilhar: