Trump Suspende Sanções Contra a Rússia em Decisão Controversial

Em uma manobra surpreendente, Trump suspende sanções contra a Rússia, destacando interesses nacionais e acordos com Putin em meio às eleições de novembro.

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Trump Suspende Sanções Contra a Rússia em Decisão Controversial
Reprodução Redes Sociais

Na última sexta-feira, 14 de outubro de 2026, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma decisão inesperada ao assinar uma ordem executiva que suspendeu um novo pacote de sanções e tarifas destinadas à Rússia. Essa medida foi anunciada poucas horas antes de as sanções entrarem em vigor, e Trump justificou sua escolha ao Congresso, afirmando que a ação era do interesse nacional dos EUA.

Vale lembrar que, em setembro, Trump já havia promulgado a lei conhecida como “Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026”. Essa legislação tinha como objetivo aumentar a pressão sobre o Kremlin e a economia russa. O nome da lei é uma homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, que foi um defensor fervoroso dessas medidas. Entre as sanções propostas, estavam restrições a autoridades governamentais e militares da Rússia, além de penalidades a grandes bancos e à chamada frota “sombra” russa. A legislação também previa tarifas sobre produtos russos e bens de países que continuavam a importar petróleo e gás da Rússia.

A decisão de pausar as sanções chega em um momento em que Trump tem intensificado suas críticas ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Isso se segue a um anúncio polêmico feito por Trump no início do mês, em meio aos preparativos para as eleições intercalares de novembro nos EUA. Ele revelou um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, que permitiria a liberação de grandes quantidades de gasóleo nos mercados globais, com a intenção de reduzir os preços dos combustíveis.

“Ficou acordado que a Rússia irá fornecer, imediatamente, mais de 300.000 toneladas de gasóleo ao mercado americano e mundial, além de outras 500.000 toneladas durante novembro e 1.000.000 de toneladas logo em seguida”, publicou Trump em sua conta na Truth Social. Ele também afirmou que, dada a condição das refinarias de gasóleo na Rússia, o país entregaria, em um curto espaço de tempo, 3.000.000 toneladas de gasóleo.

Enquanto isso, Zelensky esteve em Bruxelas esta semana, onde se encontrou com líderes europeus para discutir a guerra em curso. Quando questionado por jornalistas, na sexta-feira, se sentia que estava sendo transformado em um “bode expiatório” pelos “problemas” de Trump à medida que as eleições se aproximam, o presidente ucraniano respondeu com um sorriso irônico e disse: “Esta é a minha resposta.”

Sobre o acordo de gasóleo entre os EUA e a Rússia, Zelensky expressou sua preocupação, afirmando que a Ucrânia “não pode aceitar acordos sobre gasóleo, porque, em seguida, virão acordos sobre gás”. Ele complementou: “Estou absolutamente certo disso. Depois do gás, levantar-se-ão as sanções sobre outras coisas. Isso acabará se estendendo ao sistema bancário, a pessoas específicas e à indústria química. Além disso, há riscos associados aos ativos congelados. Se eu não defender isso pela via diplomática, quem o fará por nós?”

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