Trump Propõe Tarifas sobre Produtos Brasileiros por Trabalho Forçado
Medidas comerciais dos EUA visam combater importações de bens produzidos com trabalho forçado, afetando diversos setores brasileiros.
Um dia após sugerir uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras exportadas para os Estados Unidos, o governo Trump anunciou uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos do Brasil. Essa decisão ocorre em meio a uma investigação que examina a falta de ações do Brasil para proibir e fiscalizar a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Entre os itens afetados estão alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) destaca que o Brasil não estabeleceu uma proibição eficaz sobre a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Além disso, a produção de carne bovina congelada brasileira é mencionada como um exemplo de uso de trabalho forçado. Vale ressaltar que a proposta de tarifa ainda não será implementada de imediato, pois haverá uma consulta pública até o dia 6 de julho, com audiências programadas para iniciar em 7 de julho.
O USTR está investigando 60 economias, e surpreendentemente, 54 delas, incluindo o Brasil, não teriam colocado em prática proibições efetivas. Essa ação faz parte de uma estratégia de Trump para reerguer barreiras tarifárias, fundamentando-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Na prática, essa movimentação reflete um esforço mais amplo para abordar questões trabalhistas e de comércio internacional, e as implicações podem ser significativas para as relações comerciais entre os dois países.


