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Trump Pressiona Fed por Juros Baixos Antes da Decisão de Setembro
O presidente Donald Trump reitera a necessidade de taxas de juros mais baixas, destacando a pressão sobre o Federal Reserve em meio a dados econômicos recentes.
Reprodução Redes Sociais
O presidente Donald Trump reforçou sua visão de que os Estados Unidos deveriam ter as taxas de juros mais baixas do mundo. Isso ocorre em um momento em que Kevin Warsh, o escolhido por ele para liderar o Federal Reserve (Fed), enfrenta pressão crescente para aumentar os custos de empréstimo. "Deveríamos estar pagando - os Estados Unidos são tão fortes - deveríamos ter a taxa de juros mais baixa do mundo, independentemente das fórmulas deles", declarou Trump a repórteres no domingo, durante sua estadia em Doonbeg, na Irlanda, onde acompanhava o torneio Irish Open. Quando questionado sobre se esperava um aumento nas taxas na reunião do banco central programada para a próxima semana, ele respondeu: "Não sei." Esses comentários de Trump vêm à tona logo após a divulgação, na sexta-feira, de dados que mostraram um aumento nos preços ao consumidor nos Estados Unidos, superando as expectativas para agosto. É bem provável que o Fed considere esses números como um sinal que pode levar ao primeiro aumento de taxas em três anos. Como resultado, os operadores do mercado ajustaram suas expectativas, atribuindo 86% de probabilidade a um aumento na reunião de setembro, com mais duas elevações já precificadas até o final do ano. A economia americana enfrenta desafios, como o aumento dos preços de energia, especialmente com a guerra contra o Irã já se estendendo por sete meses. Além disso, as políticas tarifárias de Trump têm complicado o cenário para a meta de inflação do Fed. Trump não tem poupado críticas ao ex-presidente do Fed, Jerome Powell, pela sua hesitação em reduzir os custos de empréstimo de forma mais agressiva. Embora Warsh ainda não tenha enfrentado a mesma pressão desde que assumiu a liderança do banco central, Trump tem demonstrado, nas últimas semanas, uma frustração contínua com a abordagem do Fed. Embora manifeste seu descontentamento, Trump também insinuou que Warsh pode estar limitado por um conselho considerado "muito político" por ele. No início de setembro, Trump levantou a possibilidade de cortar o comércio com certas nações com as quais os Estados Unidos têm um déficit comercial, caso o banco central não reduzisse os custos de empréstimo. Contudo, não ficou claro como tal ameaça ajudaria a diminuir as taxas. "Eu entendo mais de fórmulas do que qualquer pessoa e, com o melhor crédito do mundo, nós enriquecemos outros países. Poderíamos acabar com isso em dois minutos", afirmou Trump no domingo. Atualmente, a avaliação dos eleitores sobre o desempenho de Trump é negativa, tanto em relação à guerra quanto à condução da economia. A preocupação com o aumento do custo de vida — que abrange energia, moradia, saúde e alimentação — é uma prioridade para muitos, especialmente à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato em novembro, que podem colocar em risco o controle republicano do Congresso.