Trump Planeja Governar Sem Congresso se Democratas Vencerem

Trump Planeja Governar Sem Congresso se Democratas Vencerem

Casa Branca se prepara para ações executivas em meio à possibilidade de controle democrático no Congresso, visando manter agenda política.

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Reprodução Redes Sociais

01/11/2026, 12h00 Atualizado 01/11/2026, 12h00

Nos bastidores da Casa Branca, o governo de Donald Trump tem se preparado intensamente para um cenário em que os democratas assumam o controle do Congresso. Este planejamento inclui a elaboração de estratégias que permitam a continuidade de partes essenciais da sua agenda, mesmo sem a aprovação legislativa, tudo isso enquanto se antecipa possíveis investigações sobre sua administração. A informação veio de um funcionário da Casa Branca, apoiado por duas fontes que preferiram não se identificar.

Planejamento Estratégico da Administração Trump

Entre os principais nomes envolvidos nessa articulação estão Stephen Miller, vice-chefe de gabinete, e Russell Vought, diretor de orçamento. Desde abril, eles têm colaborado com o Gabinete Jurídico da Casa Branca para traçar ações executivas relacionadas a imigração, tarifas, custos de habitação e gastos federais. O objetivo é identificar o que Trump poderia fazer sem precisar passar pelo Congresso, conforme relataram as três fontes.

Autoridade Executiva e Possíveis Ações

Além disso, Will Scharf, conselheiro da Casa Branca, e sua equipe estão avaliando as possibilidades de ação direta de Trump, considerando até onde ele pode ir em termos de autoridade e como justificar essas decisões em um eventual processo judicial.

Esse planejamento revela um paradoxo interessante nas eleições de meio de mandato que acontecem na terça-feira: embora a conquista do controle do Congresso pelos democratas lhes daria o poder de investigar Trump, bloquear novas leis e limitar suas prioridades financeiras, o presidente ainda teria considerável autoridade executiva sobre áreas como comércio, política externa e a burocracia federal — um poder que ele já utilizou de forma bastante assertiva durante seu segundo mandato.

Para reverter a atual situação, os democratas necessitam de um ganho líquido de quatro cadeiras na Câmara dos Representantes, além de uma mudança no Senado, onde o equilíbrio é de 53 republicanos contra 47 democratas. As últimas pesquisas sugerem uma vitória dos democratas na Câmara, mas o Senado ainda está indefinido.

Comícios e Preparativos para o Futuro

Nos últimos dias, Trump tem realizado uma série de comícios em várias partes do país, buscando manter a hegemonia republicana no Congresso. No entanto, seus assessores já se preparam, em particular, para um cenário político bem distinto em 2027.

A Casa Branca, por sua vez, descarta um possível resultado negativo para os republicanos e critica a cobertura da mídia, que, segundo eles, estaria alimentando uma narrativa enganosa.

“Este governo, juntamente com os republicanos sensatos, continuará a proteger nossas fronteiras, restaurar a lei e a ordem, garantir que mais dinheiro volte para os bolsos dos trabalhadores americanos e trazer conquistas para o povo”, declarou Lauren Bis, porta-voz da Casa Branca.

Ações Executivas em Consideração

Entre as ações executivas que estão sendo consideradas, destacam-se novas tarifas sobre a importação de minerais essenciais e turbinas eólicas, além de regras mais rigorosas para vistos de estudantes internacionais e trabalhadores temporários. Também há propostas para mitigar os custos de habitação e construção, segundo o funcionário da Casa Branca que compartilhou essas informações.

Além disso, diversas agências federais já apresentaram propostas e análises jurídicas sobre as ações que o governo poderia empreender de forma unilateral, conforme revelado por uma das fontes familiarizadas com os planos. Vought, que lidera o Escritório de Administração e Orçamento dos EUA, tem um papel crucial nesse processo.

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