Trump Assina Sanções Severas Contra a Rússia e Irã
Novo projeto de sanções visa pressionar economia russa e fortalecer apoio à Ucrânia, após aprovação na Câmara dos Representantes.
Na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um abrangente projeto de sanções que visa o coração da economia russa, punindo os principais compradores de petróleo e gás do país. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Representantes nesta semana, confere a Trump amplos poderes para impor tarifas que podem chegar a 100% sobre os cinco maiores compradores de petróleo e gás russo, com destaque para China e Índia.
Extensão das Sanções
Sob a orientação de Trump, o projeto também se estende aos setores de energia e armamentos do Irã. Batizado em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, um dos mais fervorosos defensores da Ucrânia em Washington, o projeto possui 48 páginas e é formalmente intitulado "Lindsey O Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026". Ele inclui exceções para países que importam menos de 15% de seu gás natural da Rússia e que estão se esforçando para reduzir essa dependência.Alvos das Sanções
As sanções se aplicam ao presidente russo, Vladimir Putin, a figuras seniores do governo russo, bem como a bancos e outras instituições financeiras, além da “frota sombra” de petroleiros usados para contornar as sanções existentes. O senador Richard Blumenthal, um democrata de Nova York, já havia caracterizado essa legislação como “sanções devastadoras” que teriam o potencial de “estrangular a máquina de guerra de Putin”.Contexto das Exportações
De acordo com dados do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA), entre dezembro de 2022 e agosto de 2026, a China respondeu por 50% das exportações de petróleo bruto da Rússia, seguida pela Índia, com 37%. Durante o mesmo período, a Turquia e a União Europeia representaram 5% cada, embora as exportações de energia russa para a UE tenham diminuído.Apoio Internacional
O senador Graham sempre buscou pressionar a administração Trump a tomar medidas mais rigorosas contra a Rússia em decorrência da guerra que se seguiu à invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. A proposta também recebeu o apoio do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que expressou sua gratidão a Trump por assinar essa “legislação de importância crítica”. “Honrar a memória de Lindsey significa implementar as disposições desta lei de forma plena e rápida”, escreveu ele em suas redes sociais.Graham, que tinha 71 anos, faleceu em 11 de julho devido a uma "dissecção aórtica" causada por doenças cardiovasculares, logo após retornar de uma viagem a Kyiv. “Ele morreu fazendo o trabalho para o qual nasceu”, afirmou Trump na época. Antes de sua morte, Graham era amplamente visto como um dos mais ferozes aliados da Ucrânia no Capitólio, em um momento em que os republicanos estavam amargamente divididos sobre o grau de envolvimento dos EUA no exterior e a quantidade de ajuda destinada à Ucrânia.