
Trump Anuncia Medidas Econômicas Severas Contra Irã e Aliados
O presidente dos EUA promete ações rigorosas contra o Irã e países que o apoiam, intensificando a pressão econômica após o fim do cessar-fogo.
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Donald Trump anunciou que pretende adotar medidas econômicas mais severas contra o Irã, além de qualquer país que mantenha relações comerciais com Teerã. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA escreveu em letras maiúsculas que estava lançando "a operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país", mas não entrou em detalhes ou mencionou outras nações além do Irã.
Esse movimento surge após o término, na segunda-feira, de um cessar-fogo de 60 dias, sem qualquer sinal de um acordo diplomático para a guerra que os EUA e Israel iniciaram no final de fevereiro. Teerã reagiu, afirmando que a ameaça de Trump apenas alimentaria ainda mais a animosidade entre os países.
Se essas medidas forem implementadas, representarão uma intensificação da pressão econômica sobre o Irã, com o objetivo de forçá-lo a se submeter. Em abril, os Estados Unidos já haviam imposto uma série de sanções a bancos e empresas estrangeiras que fazem negócios com o Irã, ao perceberem que a ação militar não havia conseguido derrubar o regime em Teerã, como Trump inicialmente esperava.
Por outro lado, desde o início da guerra, o Irã conseguiu controlar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, o que elevou os preços da energia em todo o mundo. Com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro, Trump enfrenta crescente pressão sobre o impacto econômico da guerra nos consumidores americanos.
Na quarta-feira à noite, o presidente dos EUA declarou que estava iniciando um "D-Day econômico" contra o Irã, devido ao fracasso do país em negociar um acordo com os Estados Unidos. "QUALQUER país que permitir que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio ao Irã enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS TREMENDAS", afirmou Trump, sem especificar quais punições poderiam ser impostas.
Ele acrescentou: "Contrabando de petróleo, linhas de troca, transferências em dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada - tudo isso precisa parar AGORA. Você sabe quem é."
Essa declaração veio um dia após os Emirados Árabes Unidos (EAU), aliados dos EUA, anunciarem que iriam cortar todos os laços financeiros e econômicos com o Irã, em resposta a uma nova ameaça de mísseis vinda do país. O ministério da defesa dos EAU informou que detectou dois mísseis balísticos lançados do Irã, que tinham como alvo o tráfego marítimo, ambos caindo no mar.
Entidades iranianas há muito utilizam o sistema financeiro de Dubai para transferir dinheiro através de casas de câmbio e empresas de fachada. Após a decisão dos EAU, as forças armadas do Irã alertaram os estados vizinhos do Golfo sobre qualquer apoio ao exército dos EUA, afirmando que tal assistência seria considerada conivência.
Embora a China não tenha sido mencionada na postagem, as empresas chinesas são as maiores compradoras de petróleo do Irã, uma fonte crucial de financiamento para Teerã. Desde o início da guerra, Washington impôs sanções a várias chamadas refinarias "teapot" - refinarias de petróleo de propriedade privada, principalmente localizadas na província de Shandong, na China oriental. Na época, o Ministério do Comércio da China declarou que as sanções eram "uma violação do direito internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais" e ordenou que as sanções "não fossem reconhecidas, aplicadas ou cumpridas."