Trump Alega Interferência da China nas Eleições de 2020
Em discurso, Trump levanta preocupações sobre segurança das votações antes das eleições de meio de mandato, desafiando a comunidade de inteligência dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso em horário nobre, acusando a China de interferir nas eleições de 2020 e apontando 'vulnerabilidades chocantes' nos sistemas de votação americanos. Falando diretamente da Casa Branca, ele reiterou suas alegações sobre fraude eleitoral e a suposta interferência estrangeira, temas que têm sido recorrentes desde sua derrota para Joe Biden. Durante a fala de meia hora, Trump afirmou ter desclassificado arquivos de inteligência que sustentariam suas acusações.
Por outro lado, a comunidade de inteligência dos EUA já concluiu anteriormente que não houve interferência da China nas eleições. Em resposta, o ministério das Relações Exteriores da China negou as alegações, chamando-as de 'totalmente fabricadas'. Trump também acusou o país de ter adquirido de forma ilícita arquivos de eleitores, afirmando que dados de votação em 18 estados haviam sido comprometidos. Contudo, ele não apresentou evidências que ligassem esses dados a alterações nos resultados das eleições.
É importante notar que os comentários de Trump vão de encontro a avaliações anteriores da inteligência e seus adversários políticos, os democratas, o criticaram por alimentar incertezas em relação às próximas eleições de meio de mandato. Além disso, a popularidade do presidente tem enfrentado uma queda, em meio a preocupações com o custo de vida e o conflito com o Irã. Ele também expressou apreensão sobre a segurança das máquinas de votação nos EUA e alegou haver fraude na inscrição de eleitores por parte de um grupo ligado aos democratas em Michigan.


