Trump Acompanha Eleição no Brasil, Mas Não Declara Apoio

Trump Acompanha Eleição no Brasil, Mas Não Declara Apoio

Em meio a tensões, Trump observa as eleições brasileiras sem revelar apoio a candidatos, destacando a importância do Brasil.

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© Reuters/Toby Melville/proibida reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, que está acompanhando de perto as eleições brasileiras, programadas para ocorrer em três dias, durante o primeiro turno. Essa afirmação foi feita enquanto ele deixava a Casa Branca, a caminho de um voo para o Texas, em resposta a uma pergunta de uma jornalista.

"Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", enfatizou Trump. Curiosamente, ele não mencionou nomes nem expressou apoio a algum candidato específico, ao contrário do que fez em outras eleições, como a da Colômbia. O ponto aqui é que a declaração do presidente americano surge em um contexto de tensões recentes entre os governos do Brasil e dos EUA, além de preocupações no Brasil sobre uma possível interferência externa no processo eleitoral.

Recentemente, em setembro, um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) indicou um risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. No documento, a Abin classificou essa possibilidade com um "nível de criticidade", ressaltando que a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina é uma prioridade para o segundo mandato de Trump. A análise sugere que o objetivo seria afastar concorrentes, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestrutura na região.

Além disso, a avaliação da Abin aponta para um aumento nas ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil nos últimos meses. Para além das questões eleitorais, o país tem enfrentado medidas econômicas e políticas que podem prejudicar seus interesses nacionais.

Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que desejavam conversar com autoridades eleitorais brasileiras sobre liberdade de expressão nas eleições. Essa visita estava prevista para ocorrer após eventos que levantaram questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

Especialistas consultados pela Agência Brasil alertaram sobre os riscos associados a possíveis ações cibernéticas e à atuação de grandes plataformas digitais, que podem impactar ainda mais o cenário eleitoral.

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