
Trend da Rocinha faz sucesso em Portugal e até a PSP já embarcou na novidade
Se está atento às redes sociais, já se deve ter cruzado com uma série de vídeos de pessoas a caminhar para uma cadeira e a acenarem a um drone enquanto este se afasta e mostra uma incrível vista aérea sobre Rio de Janeiro. A tendência começou na maior favela do Brasil e já chegou cá.
O Rio de Janeiro, essa vibrante cidade brasileira, acaba de ganhar uma nova atração que promete encantar turistas. Se você está pensando em visitar o Rio, além das famosas filas para tirar uma foto debaixo do "Cristo Redentor", ou para experimentar o "bondinho do Pão de Açúcar", prepare-se também para esperar na fila do "Terraço da Porta do Céu". Mais do que uma simples experiência, essa nova atividade se tornou uma verdadeira tendência nas redes sociais.
A ideia é subir até um telhado na maior favela do Rio e posar para um drone que, ao se afastar, revela uma vista impressionante de quilômetros de favela se misturando à glamourosa costa carioca. As filas podem chegar a duas horas, e o momento capturado pelo drone tem um custo que varia entre 25 e 33 euros (150 a 200 reais).
A iniciativa é da empresa "Na Favela Turismo", e o fundador, Renan Monteiro, de 42 anos, compartilha que tudo começou com o desejo de mostrar o "lado positivo da favela". Vale destacar que, para participar dessa trend, é preciso adquirir um pacote completo de turismo pela favela.
Como Renan explica à AFP, "eles só conseguem chegar lá por meio de uma visita guiada, percorrendo um labirinto de vielas estreitas, enquanto os moradores seguem com suas rotinas, parando para conhecer artistas locais ou assistir a um espetáculo de capoeira". As visitas são acompanhadas por guias turísticos, garantindo a segurança dos visitantes, já que muitos costumavam se aventurar "pelos caminhos errados", sem supervisão.
Em 2017, um trágico incidente ocorreu quando uma turista espanhola foi morta durante um confronto entre a polícia e traficantes. Para evitar que isso se repita, a empresa desenvolveu um aplicativo de celular que permite que guias e moradores troquem informações em caso de operações policiais, possibilitando o cancelamento ou adiamento dos passeios.
Contudo, a popularidade dessa tendência não veio sem críticas. Alguns acusam os criadores de "romantizar a pobreza" e de apresentar uma visão distorcida de um lugar onde os barões do tráfico são vistos como "reis". Renan, por sua vez, defende que "não estamos romantizando a pobreza.
Queremos mudar o preconceito que existe na mente das pessoas". A empresa também se preocupa em impactar positivamente a vida dos moradores da favela, criando empregos para cerca de 300 guias locais e 10 pilotos de drones. Além disso, os proprietários de 26 terraços e coberturas na Rocinha e no Vidigal, outra favela envolvida, recebem um rendimento extra ao permitir a visita de turistas.
Pedro Lucas, um piloto de drone de 19 anos, contou à AFP que essa atividade abriu novas oportunidades para ele e melhorou sua vida. "Eu ganho um bom salário e seria ótimo se mais pessoas da favela tivessem a mesma chance", confessou ele.
Como já é comum, as tendências das redes sociais ultrapassam fronteiras, e essa nova moda não só atraiu visitantes para a favela carioca, mas também chegou a Portugal, embora com um enfoque um pouco diferente. A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi uma das entidades que...
Em resumo, a polícia de segurança pública (psp) foi uma das entidades que...
