Thélyson Orélien e o uso de IA em 'C’était ça ou mourir'

Thélyson Orélien e o uso de IA em 'C’était ça ou mourir'

Descubra como a revelação da editora sobre o uso de IA gerou polêmica e impactou a carreira do autor Thélyson Orélien.

•2 min de leitura•Fonte original

Reprodução Redes Sociais

Nas últimas semanas, o mundo da edição francófona tem sido agitado por um caso intrigante. Na quarta-feira, 21 de outubro, a editora canadense Les Éditions du Boréal emitiu um comunicado, revelando que Thélyson Orélien, autor do romance “C’était ça ou mourir”, realmente utilizou inteligência artificial (IA) no processo de escrita, contrariando suas declarações anteriores. “Novos elementos, que foram confirmados nos últimos dias, indicam que a inteligência artificial foi, de fato, uma parte do processo de redação do romance, mesmo quando o autor nos assegurou várias vezes que não tinha recorrido a esse recurso”, afirmou a editora em sua nota. Como resultado, a Boréal decidiu que não irá mais imprimir o livro e não publicará outras obras de Thélyson Orélien. Essa decisão chega em um momento em que, apenas uma semana antes, a editora havia expressado seu apoio ao autor, afirmando não ter evidências suficientes para determinar a utilização de IA. Diante das incertezas e após Thélyson Orélien ter “declarado que não forneceria mais informações”, a editora tomou a iniciativa de realizar uma análise externa aprofundada sobre todas as versões de trabalho do romance. “Continuamos sem saber em que medida a IA foi usada na criação de 'C’était ça ou mourir', e é provável que nunca tenhamos uma resposta definitiva sobre isso. No entanto, para nós, a questão central gira em torno da confiança entre autores e editores”, acrescentou a casa editorial. Essa polêmica começou a ganhar força após a conta X “Balance ton Claude” afirmar ter identificado um uso extensivo de IA no romance. O caso, então, alimentou por semanas as discussões sobre o futuro da profissão de escritor.

Compartilhar: