Tesouro Direto: Taxas em Alta com IPCA e Alertas do BC

Tesouro Direto: Taxas em Alta com IPCA e Alertas do BC

As taxas do Tesouro Direto sobem com o IPCA em alta e a vigilância do Banco Central, refletindo mudanças no cenário econômico atual.

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Reprodução Redes Sociais

Data e Hora Atual: 18/08/2026, 08:36:02

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Postagem Original: 11/08/2026, 14:00

As taxas do Tesouro Direto estão em alta, influenciadas por dois fatores principais: o IPCA de julho, que superou as expectativas, e a ata do Copom, divulgada na mesma manhã, que trouxe um tom de vigilância. O índice de preços subiu 0,07% neste mês, acima da previsão inicial de 0,03%, conforme pesquisa da Reuters. A inflação acumulada em 12 meses agora é de 4,44%, ligeiramente acima da projeção de 4,40%.

Nesse cenário, o Tesouro Prefixado 2029 viu sua taxa subir de 14,11% na segunda-feira para 14,14% hoje. O mesmo movimento ocorreu no Prefixado 2032, que passou de 14,50% para 14,53%. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve um aumento menor, subindo de 14,58% para 14,61%.

Os títulos atrelados à inflação também mostraram tendência de alta. O IPCA+ 2040 e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 lideraram os ganhos, ambos subindo 5 pontos-base, com taxas que foram de 7,65% para 7,70% e de 7,60% para 7,65%, respectivamente. O IPCA+ 2032 teve uma leve alta, passando de 8,09% para 8,12%, enquanto o IPCA+ 2050 apresentou uma variação mais modesta, de 7,40% para 7,42%.

O aumento do IPCA foi puxado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 0,63% em junho para 0,99% em julho, impulsionado pela energia elétrica residencial, que subiu de 1,53% para 3,09% devido a reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas teve uma queda de 0,67%, com o tomate se destacando ao registrar uma queda de quase 30% neste mês.

André Valério, economista sênior do Inter, destaca que esta é a segunda vez consecutiva que a inflação apresenta resultados brandos, mesmo superando as expectativas. “Se excluirmos 2022, quando houve a redução dos impostos sobre combustíveis, esta é a menor variação para um mês de julho desde 2014”, ressalta. Ele acredita que os últimos dois meses indicam um retorno à tendência de desinflação observada antes das sazonalidades de fim e início de ano, além dos choques de preços de combustíveis e alimentos. Com a atividade econômica mostrando sinais de moderação, o Inter projeta cortes de 25 pontos-base nas próximas reuniões, prevendo que a Selic termine 2026 em 13,25%.

Contudo, com o Banco Central dividido entre a desinflação em curso e incertezas fiscais, a discussão entre economistas sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic ou a possibilidade de estagnar nos 14% permanece acirrada.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também vê um resultado qualitativo positivo para julho, apontando que as médias móveis de três meses, ajustadas sazonalmente, mostraram desaceleração nos principais agregados monitorados pelo Banco Central: os serviços subjacentes caíram de 4,73% para 4,52%, enquanto os serviços intensivos em mão de obra diminuíram de 7,52% para 7,08%. A média dos núcleos também apresentou uma leve queda, de 4,90% para 4,56%. No entanto, Sung alerta que os fatores de pressão ainda superam os de alívio. “Devemos ficar atentos aos estímulos fiscais e parafiscais que podem sustentar a demanda e atrasar o processo de desinflação”, afirma, mencionando a persistência da inflação nos serviços e a formação de um El Niño com potencial impacto nos preços.

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As taxas do Tesouro Direto recuam com força nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, num movimento de alívio disseminado que acompanha a queda do dólar e a recuperação das bolsas de Nova York. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8% ao ano, caindo de 8,05% na quinta-feira para 7,97% nesta manhã, menor taxa desde 2 de junho.

A queda foi generalizada e de intensidade semelhante em toda a curva. Além do IPCA+ 2032, o Prefixado 2032 também recuou 8 pontos-base, de 14,74% para 14,66%, ambos liderando o movimento do dia. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,76% para 14,69%, e o Prefixado 2029 foi de 14,29% para 14,22%.

Além do papel de 2032, todos os demais títulos de inflação caíram, com destaque para o IPCA+ 2040, que registrou recuo de 7,54% para 7,47%. Nos mais longos, a variação foi mais contida, com IPCA+ com Juros Semestrais 2060 cedendo de 7,39% para 7,34%, e o IPCA+ 2050 de 7,30% para 7,27%.

O alívio doméstico contrasta com o quadro ainda tenso nos mercados globais de renda fixa. Os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir depois que a intervenção do Tesouro americano na quarta-feira proporcionou apenas um dia de trégua à onda de vendas, desencadeada por preocupações com inflação elevada e pressões fiscais. Na conta da semana, as ações globais caminham para a maior queda desde meados de julho, ainda que nesta sexta os futuros americanos operem em recuperação.

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As taxas do Tesouro Direto recuam de forma generalizada nesta terça-feira (25), acompanhando o alívio nos rendimentos dos títulos americanos. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8% ao ano, caindo de 8,01% na segunda-feira para 7,97% nesta manhã. As maiores quedas do dia, todas de 4 pontos-base, ficaram distribuídas entre os dois grupos de títulos. Além do IPCA+ 2032, recuaram nessa intensidade o IPCA+ com Juros Semestrais 2045, de 7,51% para 7,47%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, de 7,37% para 7,33%, e o Prefixado 2029, de 14,18% para 14,14%. Nos demais vencimentos, o IPCA+ 2040 caiu de 7,51% para 7,48%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 foi de 7,71% para 7,68%, e o IPCA+ 2050 recuou de 7,31% para 7,29%. Nos prefixados, o 2032 caiu de 14,54% para 14,51%, e o com Juros Semestrais 2037 foi de 14,53% para 14,50%. O movimento acompanha o recuo nos juros americanos, que cedem mesmo diante da escalada no Oriente Médio. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira uma ampliação das sanções contra o Irã, alertando outros países para que cortem laços comerciais com Teerã sob risco de serem excluídos do sistema financeiro baseado em dólar. Ainda assim, o rendimento do Treasury de dois anos caía 2 pontos-base, a 4,219%, enquanto o de dez anos recuava 4 pontos-base, a 4,668%.

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