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Terremoto de 7,7 na Indonésia: 53 mortos e 5 mil desabrigados
Um forte terremoto no leste da Indonésia deixou 53 mortos e 5.000 desabrigados, enquanto as autoridades lutam contra as consequências do desastre.
Reprodução Redes Sociais
Data e Hora Atual: 17/08/2026, 18:03:11
• Data de Publicação Original: 16/08/2026, 17:10
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Cerca de 5.000 pessoas perderam suas casas após um forte terremoto de magnitude 7,7 atingir o leste da Indonésia, resultando na morte de pelo menos 53 pessoas. Além disso, outras 130 pessoas ficaram feridas, muitas delas com fraturas. As autoridades relataram esses números neste domingo (16), enquanto o país tentava lidar com as consequências do desastre.
O Desastre e Suas Consequências
O terremoto, ocorrido no sábado (15), é considerado o mais letal na Indonésia desde o trágico evento de 2022, que deixou centenas de vítimas em Java Ocidental. Na região de Sikka, uma das mais afetadas, mais de 3.300 pessoas abandonaram suas casas, e algumas delas foram realocadas para uma arena esportiva, conforme informou a agência nacional de mitigação de desastres, a BNPB.
Alguns moradores se viram ilhados, presos fora de suas casas que desabaram, abrigando-se sob tendas improvisadas feitas de lona. Outros buscavam atendimento em uma tenda montada em frente ao hospital local.
A Indonésia, com sua população de 290 milhões de habitantes, está situada no "Anel de Fogo do Pacífico", uma região conhecida por sua intensa atividade sísmica, onde as placas tectônicas frequentemente se chocam, causando terremotos e erupções vulcânicas.
Medidas de Emergência e Preocupações Futuras
Em um porto de Maumere, agora fechado e repleto de escombros, moradores relataram à Reuters sua preocupação com possíveis tremores secundários. A agência de gestão de desastres informou que quase mil réplicas já foram registradas desde o primeiro tremor.
Perto dali, centenas de pessoas se aglomeravam em um estádio esportivo, designado como ponto de evacuação. Ao cair da noite, os moradores formavam filas para comprar bebidas quentes. Algumas mães, como Lisda, de 22 anos, improvisavam berços para seus bebês com pedaços de roupa amarrados às armações das barracas, optando por ficar ao ar livre por medo de retornar para suas casas.
Dentro de outra tenda, Yuvienta Saen, de 67 anos, compartilhou suas angústias. Durante sua oração matinal, ela sentiu o tremor e se viu diante de uma escolha difícil entre ajudar seu marido, que é paralítico, ou buscar segurança. “Ele me disse: ‘Se você correr, entrego meu destino a Deus’”, relatou, enquanto mencionava a falta de água potável e cobertores.
A região já havia enfrentado um terremoto devastador em 1992, quando um tremor de magnitude 7,5 causou enorme destruição, conforme informou a agência de geofísica da Indonésia. Margaretha Movaldes Da Maga Bapa, chefe da agência de mitigação de desastres local, destacou que esse novo evento trouxe à tona velhas memórias. “Já tivemos terremotos muitas vezes. Mas este realmente traz de volta o trauma do de 1992”, refletiu, lembrando da ajuda que chegava em caminhões e das barracas montadas.
Suryaman, um funcionário da agência de resgate, enfatizou que a prioridade agora é remover os escombros nas áreas mais afetadas de Manggarai, East Manggarai e Nagekeo, na esperança de encontrar pessoas que possam ainda estar presas. Até o momento, não havia relatos de desaparecidos.


