Técnica Uniportal VATS na cirurgia do Papa Leão XIV

A cirurgia do Papa Leão XIV destaca a inovação da técnica Uniportal VATS, desenvolvida por cirurgião espanhol e usada em 146 países.

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Técnica Uniportal VATS na cirurgia do Papa Leão XIV
Reprodução Redes Sociais

A recente operação no pulmão do Papa Leão XIV, realizada no hospital Gemelli, em Roma, trouxe à tona a contribuição da ciência espanhola para a cirurgia torácica. O procedimento, que teve como objetivo a remoção de um tumor maligno do pulmão direito, utilizou a técnica inovadora chamada Uniportal VATS, desenvolvida pelo cirurgião espanhol Diego González Rivas.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o cirurgião comentou: "O Papa já foi operado, está na enfermaria praticamente sem dores e com uma recuperação muito boa." Ele destacou com orgulho que a cirurgia foi realizada com a técnica Uniportal VATS, que ele mesmo criou.

González Rivas, formado em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Santiago de Compostela, explicou que essa técnica foi desenvolvida em La Coruña em 2010 e, desde então, se espalhou por 146 países ao redor do mundo. Ele expressou satisfação por ver sua técnica sendo utilizada e ressaltou a colaboração estreita que mantém com a equipe do Gemelli. “Marca Espanha no Vaticano”, concluiu, demonstrando seu contentamento.

O Papa, que tem 71 anos, passou por uma cirurgia de cerca de 90 minutos na última terça-feira. Segundo informações do Vaticano, tudo ocorreu conforme o previsto. Após a operação, Leão XIV teve uma noite tranquila e acordou normalmente, enquanto os médicos aguardam os resultados dos exames para verificar se o câncer se espalhou.

A técnica Uniportal VATS é uma abordagem minimamente invasiva que permite realizar cirurgias através de uma única pequena incisão, variando entre 3 e 5 centímetros. Por meio dessa abertura, os médicos inserem uma câmera de vídeo que orienta a cirurgia e instrumentos cirúrgicos específicos. Esse método é capaz de realizar procedimentos complexos, como a remoção de partes do pulmão, além de biópsias pulmonares ou pleurais. Entre as principais vantagens estão a diminuição da dor no pós-operatório, uma estadia hospitalar mais curta e uma recuperação mais ágil.

Entretanto, a aplicação dessa técnica requer cirurgiões torácicos com experiência, não apenas em métodos minimamente invasivos, mas também na cirurgia convencional, para que possam manejar possíveis complicações durante e após a operação.

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