TCDF Bloqueia R$ 2,7 Bi de Ex-Dirgentes do BRB

Decisão do TCDF visa proteger recursos públicos após investigações sobre fraudes no BRB e Banco Master.

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, em 23 de setembro de 2026, pelo bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB). Esta medida, aprovada por unanimidade, surge em meio a uma crise significativa enfrentada pela instituição pública, controlada pelo governo do Distrito Federal.

A ação foi desencadeada por irregularidades nas transações do BRB com o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central devido a indícios de gestão fraudulenta. Com essa decisão, o TCDF busca salvaguardar os cofres públicos, considerando as evidências emergentes das investigações.

Os ex-dirigentes têm um prazo de 30 dias para apresentar suas defesas. O montante bloqueado é de R$ 2.761.749.206,55, refletindo a gravidade da situação. Além disso, o tribunal estabeleceu uma “instrução prioritária” para avaliar se outros envolvidos devem ter seus bens também bloqueados, ampliando as repercussões da investigação.

Outra determinação do TCDF exige que, em até 24 horas, o BRB forneça informações de uma auditoria independente, contratada para avaliar os prejuízos das transações com o Banco Master. O BRB enfrenta problemas de conformidade regulatória, pois não apresentou seus balanços operacionais e patrimoniais nos prazos legais, o que levanta mais questões sobre sua gestão.

Por fim, o caso está sob investigação na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, com supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Suspeitas indicam que ex-dirigentes do BRB podem ter recebido vantagens indevidas para aprovar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, estimando-se que o rombo pode ultrapassar R$ 12 bilhões, embora o valor exato ainda não tenha sido determinado.

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