Taxas dos DIs sobem após pesquisa eleitoral e fim da escala 6x1
A alta nas taxas dos DIs reflete o empate técnico nas eleições e a aprovação da PEC que extingue a jornada 6x1, impactando o mercado financeiro.
15 de outubro de 2026, 10h40
Atualizado há 16 minutos
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SÃO PAULO – Nesta manhã de quinta-feira, as taxas dos DIs estão em alta pela terceira vez consecutiva. Essa movimentação ocorre após uma nova pesquisa eleitoral que reforçou o cenário de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos na disputa pelo Planalto.
Esse movimento é sustentado pela recente aprovação, no Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. Contrapõe-se a isso o cenário internacional, onde os rendimentos dos Treasuries caíam significativamente.
Às 10h10, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 registrava 12,815%, um aumento de 11 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,704%. Já na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,75%, com uma elevação de 14 pontos-base em relação a 12,613%.
A pesquisa da Quaest, divulgada na noite de quarta-feira, revelou que Flávio tem 46% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto Lula aparece com 44%. Ipespe: Flávio Bolsonaro Lidera com 52,7% dos Votos Válidos
Com a margem de erro de 2 pontos percentuais, isso significa que os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos representam 1%, e 9% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não votar.
• Ademais, a pesquisa mostrou que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores, enquanto Lula enfrenta uma rejeição de 53%.
Esse clima de empate técnico, identificado também pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, impulsionou o dólar nesta manhã.
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• Índices futuros dos EUA operam de forma mista, com novos dados em análise.
No mercado, muitos agentes acreditam que, caso Flávio assuma a presidência, aumentariam as chances de um controle mais rígido das contas públicas. No entanto, até o momento, o candidato e seus representantes econômicos não apresentaram propostas concretas sobre ajustes.
Assim, notícias que não são tão favoráveis a Flávio, como o empate técnico com Lula, tendem a fortalecer o dólar e as taxas dos DIs.
Na mesma noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal, o que representa uma vitória para o governo Lula em um dos temas centrais de sua campanha.
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Flávio, que não abordou o tema durante os debates no Senado, votou a favor do fim da escala, demonstrando uma mudança de posição em relação à proposta. Na terça-feira, o senador tinha sugerido que o governo compensasse as empresas, mas não discutiu as possíveis implicações fiscais dessa medida.
O foco na disputa presidencial acabou ofuscando, nesta quinta-feira, as notícias econômicas.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que as vendas no varejo tiveram um leve aumento de 0,1% em agosto em comparação a julho, e avançaram 0,4% em relação a agosto do ano passado. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam altas de 0,7% na margem e 1,45% no acumulado anual.
“Os dados de agosto, quando analisados em conjunto, revelam um enfraquecimento gradual da atividade econômica. Os setores de serviços e indústria seguem na mesma direção: o volume...
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Além das duas novas pesquisas, os investidores repercutem nesta segunda-feira o primeiro debate entre os candidatos, promovido pela Band na noite de domingo. Flávio responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar demais. Lula, por sua vez, perguntou se Flávio adotará o modelo econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, e destacou o aumento da pobreza no país vizinho. A maior parte do debate foi marcada por acusações de lado a lado. No debate de domingo, Flávio prometeu que, se eleito, congelará as dívidas de pessoas físicas por seis meses e de pessoas jurídicas por um ano. Em resposta, Lula lembrou que na nova fase do programa Desenrola o governo irá comprar dívidas que as pessoas têm nos bancos com descontos da ordem de 90%.
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Nesta quarta-feira, as taxas dos DIs registraram um movimento de queda, influenciado pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior e pela expectativa em torno da divulgação de nova pesquisa eleitoral da Quaest. Às 9h55, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,735%, uma baixa de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 caiu para 12,665%, uma queda de 9 pontos-base. No cenário externo, os rendimentos dos Treasuries também apresentaram queda, reforçando o viés negativo das taxas no Brasil. Em meio a essas movimentações, investidores aguardam a decisão sobre um possível corte de 25 pontos-base na Selic, atualmente em 13,75% ao ano, que pode ocorrer no início de novembro.