Taxa de Desemprego em Abril de 2026 Atinge Menor Nível Histórico
Dados da Pnad mostram que a taxa de desemprego caiu para 5,8% em abril, refletindo um mercado de trabalho em recuperação e crescimento nos rendimentos.
O mercado de trabalho no Brasil apresenta sinais positivos, com a taxa de desemprego em abril de 2026 alcançando 5,8%, o menor nível desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua). Embora tenha havido um aumento em relação aos 5,4% do trimestre anterior, a comparação com os três meses até março revela uma queda, já que nesse período a desocupação foi de 6,1%. Este resultado é especialmente relevante, pois é a menor taxa para os três meses que terminam em abril desde o início da pesquisa em 2012, e ficou abaixo da expectativa do VALOR DATA, que previa uma taxa de 6%.
Dados do Mercado de Trabalho
No último trimestre, o Brasil contava com 6,3 milhões de desempregados, enquanto a população ocupada atingiu 102,3 milhões de pessoas. Embora tenha havido uma leve queda de 0,3% em relação ao período de novembro a janeiro, houve um avanço de 1,1% em comparação ao mesmo período do ano passado.
A renda média dos trabalhadores cresceu 0,3% no trimestre que se encerrou em abril, alcançando R$ 3.732, com um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025. A massa de rendimentos reais recebida por pessoas ocupadas atingiu R$ 377,046 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e apresentando um crescimento de 6,5% na comparação anual.
Tendências e Análises
Na série dessazonalizada da Buysidebrazil, o desemprego se manteve em 5,4%, próximo das mínimas históricas. A população ocupada registrou um pequeno aumento, especialmente entre trabalhadores com carteira assinada, que cresceram 1,1% em relação ao ano anterior, totalizando 39,29 milhões.
Andréa Damico, economista-chefe da consultoria, destacou que a redução do desemprego não é resultado de um aumento na População Economicamente Ativa (PEA), mas sim da ampliação da população ocupada, o que reforça a solidez do mercado de trabalho.
Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad no IBGE, explicou que a alta do desemprego em abril, em comparação ao trimestre anterior, é um fenômeno sazonal, devido às contratações temporárias no final do ano e dispensas no início do ano seguinte. Apesar do aumento no número de desocupados na comparação mais recente, a tendência de queda na população desocupada permanece.
Os dados de abril indicam que o desemprego está em um nível relativamente estável desde o final do ano passado, com sinais de melhora na composição do mercado e em indicadores alternativos. A taxa de informalidade atingiu seu nível mais baixo da história, enquanto a taxa de subutilização continuou a cair, sugerindo que a economia está absorvendo não apenas subocupados, mas também aqueles que desistiram de buscar emprego.
Quanto aos rendimentos, enquanto os habituais se mantiveram estáveis, os efetivos continuam a crescer, com um aumento de 0,3% em abril e 4,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A massa de rendimento real também teve um avanço de 6,5% na comparação com abril do ano passado, impulsionada por reajustes reais no salário mínimo e por acordos coletivos que superam a inflação.
