
Suécia Lança Nova Agência de Inteligência para Enfrentar Ameaças
Com a criação do Serviço de Informações Externas, Suécia se adapta a novas dinâmicas de segurança global em resposta à guerra na Ucrânia.
Reprodução Redes Sociais
Na terça-feira, 5 de maio de 2026, o governo sueco anunciou um plano para estabelecer uma nova agência de espionagem, visando enfrentar as crescentes ameaças externas. Essa decisão é parte de uma reflexão mais ampla, impulsionada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O novo órgão, denominado Serviço de Informações Externas da Suécia (UND), começará suas operações em janeiro de 2027, conforme anunciado pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Malmer Stenergard, durante uma coletiva de imprensa.
Stenergard destacou que o conflito na Ucrânia evidenciou a importância da obtenção de informações e da rápida adaptação de sistemas técnicos, tão essenciais quanto os avançados sistemas de armamento. Ela comparou o novo serviço ao MI6 do Reino Unido, sublinhando sua relevância estratégica.
Atualmente, a Suécia possui um serviço de informações militares, o Serviço de Informações e Segurança Militar (MUST), que lida com ameaças externas, além do Serviço de Segurança Sueco (SAPO), focado em ameaças internas. O UND assumirá algumas responsabilidades do MUST e colaborará estreitamente com as Forças Armadas suecas, o SAPO e o Instituto Nacional de Defesa Rádio (FRA), responsável pela interceptação de sinais de rádio e segurança cibernética.
Em 2022, a Suécia rompeu com mais de dois séculos de não-alinhamento militar ao solicitar adesão à NATO, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. O país se integrou à aliança de segurança em 2024. "Ao desenvolver nossa estrutura de informações, estaremos mais alinhados com as estruturas existentes na NATO e entre nossos aliados", afirmou Stenergard.
A nova agência terá a missão de identificar e responder a "ameaças externas contra a Suécia". Suas atividades incluirão a coleta, processamento e análise de informações. O projeto de lei relacionado será enviado ao Conselho de Legislação para análise e, conforme o governo, a intenção é apresentá-lo ao Parlamento em junho.