STF Retoma Julgamento da Lei da Ficha Limpa em Setembro

STF Retoma Julgamento da Lei da Ficha Limpa em Setembro

Em 11 de setembro, STF decidirá sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa que podem impactar candidaturas de políticos condenados.

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ARQUIVO

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 11 de setembro a retomada do julgamento virtual que irá decidir sobre a legalidade das mudanças feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. Essa lei proíbe a candidatura de políticos que foram condenados. O caso, que estava sob análise, foi suspenso em junho deste ano após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ele devolveu o processo para julgamento nesta última sexta-feira, dia 21. Atualmente, o placar da votação está em 2 votos a 0 contra as alterações, com as manifestações já registradas da ministra Cármen Lúcia e do ministro Luiz Fux. O STF irá avaliar uma ação impetrada pela Rede Sustentabilidade, que busca revogar a Lei Complementar 219 de 2025. Essa legislação alterou os prazos de inelegibilidade, unificando em 12 anos o tempo máximo para políticos que foram condenados em diferentes processos por improbidade administrativa. Além disso, a nova lei também alterou a contagem do prazo de inelegibilidade para políticos condenados, que agora passaria a ser de oito anos a partir da data da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, como ocorre atualmente. Se a Corte validar essas alterações, a decisão poderá abrir caminho para a candidatura de figuras como José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal, Eduardo Cunha para deputado federal por Minas Gerais e Anthony Garotinho, que também é candidato ao governo do Rio de Janeiro. É um momento decisivo que pode impactar o cenário político de forma significativa.

Atualizado há 4 horas

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, entre os dias 11 e 18 de setembro, o julgamento que discute mudanças na Lei da Ficha Limpa. A decisão pode ter reflexos diretos na corrida pelo governo do Distrito Federal ao atingir candidaturas que dependem da nova regra para serem consideradas elegíveis – entre elas a do ex-governador José Roberto Arruda. A análise foi interrompida em maio após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e será retomada com placar parcial de 2 votos a 0 pela inconstitucionalidade das alterações aprovadas pelo Congresso Nacional, sancionadas em 2025. Até o momento, os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux votaram para derrubar as mudanças que reduziram o período de inelegibilidade de políticos condenados. A lei aprovada pelo Congresso em 2025 alterou a forma de contagem do período de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa. Pela nova regra, o prazo passou a ser contado a partir da decisão que determina a perda do mandato ou da renúncia do político, e não mais a partir do fim do mandato. Na prática, a mudança reduz o tempo de punição para candidatos condenados. Enquanto o STF não conclui o julgamento, a candidatura de Arruda também é analisada pela Justiça Eleitoral. Na quinta-feira (20), o Ministério Público Federal no Distrito Federal apresentou a impugnação do registro do candidato. O órgão argumenta que Arruda continua inelegível até 2030 e cita sete sentenças condenatórias por improbidade administrativa – seis delas confirmadas nos últimos oito anos. A Justiça Eleitoral ainda deve decidir sobre o pedido.

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