STF Esclarece: Não Há Mandados de Busca Relacionados a Flávio
Nota do Supremo Tribunal Federal desmente informações sobre busca e apreensão em endereços do senador Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil recentemente.
Por Redação g1 — Brasília
28/10/2026, 09h06
Na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota esclarecendo que não há mandados de busca e apreensão relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços. "Não existe decisão judicial nesse sentido, nem diligências policiais ou operações de busca e apreensão", afirmou a nota.
É importante ressaltar que o g1 cometeu um erro ao noticiar, em uma reportagem anterior de outubro de 2026, que o senador Flávio Bolsonaro havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em Brasília. Na verdade, o STF não autorizou nenhuma ação da Polícia Federal contra ele. Essa informação foi corrigida na atualização feita às 7h25 do mesmo dia. Para mais detalhes, confira o link na matéria original.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira, dia 27. Sua saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega dos passaportes do senador. Ele e sua família embarcaram em um voo rumo aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira, partindo da Argentina, Flávio Bolsonaro e família partem do Equador para Miami com uma breve parada no Equador antes de seguir para Miami.
O voo de Flávio e sua família decolou às 6h22, no horário de Brasília, e a chegada ao aeroporto Opa-locka Executive, em Miami, está prevista para as 10h40, conforme informações do site de monitoramento aéreo FlightAware.
O governo dos EUA anunciou, na terça-feira, que emitirá vistos para Flávio e sua família, permitindo a entrada deles no país. Recentemente, o presidente Donald Trump, sem apresentar evidências, voltou a alegar fraude nas eleições brasileiras — que Flávio perdeu para Lula — e manifestou apoio à viagem do senador aos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações em tramitação no STF, que envolvem suspeitas sobre irregularidades no financiamento de um filme chamado "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de possíveis casos de lavagem de dinheiro relacionados ao advogado Willer Tomaz.
Para entender melhor essas investigações:
Uma das apurações, sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, investiga Flávio por possíveis crimes ligados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse". A investigação examina repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para essa produção.
Outra linha de investigação, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, está analisando se o senador cometeu lavagem de dinheiro utilizando uma casa de apostas.
A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou e-mails que indicam que o senador foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, que pertence a Tomaz.
No relatório da PF, há menção a "elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto", que foi a primeira a obter autorização da Loterj, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas de cota fixa no estado.
Atualizado há 1 hora
Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu se reeleger com uma margem de mais de 4,4 milhões de votos no segundo turno, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.
A fuga ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes ter proibido o senador de deixar o país e determinado a apreensão dos passaportes de Flávio. A decisão foi tomada após a PF ter informado a chance concreta de fuga do parlamentar do país, logo após a apuração do resultado da eleição.
Na segunda (27), dia seguinte ao pleito, Flávio foi abordado por agentes da PF e intimado a entregar seus passaportes (o regular e o diplomático), ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
A decisão de apreensão do passaporte de Flávio foi tomada por Moraes no âmbito de um inquérito relatado pelo ministro em que o parlamentar é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, junto com o advogado e amigo próximo Willer Tomaz, que também deixou o país rumo aos EUA, ainda antes da eleição.
Mesmo com a fuga, os inquéritos aos quais Flávio responde no Supremo continuam a tramitar.
Atualizado há 21 horas
Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu se reeleger com uma margem de mais de 4,4 milhões de votos no segundo turno, Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.
A fuga ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes ter proibido o senador de deixar o país e determinado a apreensão dos passaportes de Flávio. A decisão foi tomada após a PF ter informado a chance concreta de fuga do parlamentar do país, logo após a apuração do resultado da eleição.
Na segunda (27), dia seguinte ao pleito, Flávio foi abordado por agentes da PF e intimado a entregar seus passaportes (o regular e o diplomático), ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
A abordagem foi relatada pelo próprio parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirmou que cumpriria a decisão judicial e que nunca pensou em deixar o país. Ele disse que enfrentaria as acusações a que responde no STF.