
Stellantis: 60 Novos Modelos e Investimento de 60 Bi até 2030
A Stellantis anuncia seu plano FaSTlane 2030, com 60 novos modelos e 60 bilhões de euros em investimentos, focando na eletrificação e mobilidade.
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Na última quinta-feira, a Stellantis revelou, nos Estados Unidos, seu novo plano estratégico, que impressiona com um investimento de 60 bilhões de euros até 2030, além de 60 novos modelos que visam impulsionar tanto o crescimento quanto os lucros da empresa. Esse anúncio aconteceu durante uma conferência com investidores, realizada em Auburn Hills, no Michigan. John Elkann, presidente da Stellantis, chamou o plano, denominado FaSTlane 2030, de "ambicioso, mas realista". Isso porque ele propõe um desenvolvimento acelerado de novos produtos e atualizações para modelos já existentes, ao mesmo tempo em que prevê uma redução de custos anuais de 6 bilhões de euros até 2028.
Elkann destacou que o objetivo principal do plano é facilitar a mobilidade das pessoas, oferecendo marcas e produtos que elas realmente apreciam e em que confiam. Contudo, é importante ressaltar que a Fiat e as outras marcas do grupo enfrentam um certo atraso no que diz respeito à eletrificação, algo que também afeta outros grandes fabricantes europeus.
A Stellantis conta com quatro marcas globais – Jeep, Ram, Peugeot e Fiat – e a previsão é que 70% dos investimentos sejam direcionados a elas, além da divisão de veículos comerciais. O CEO também mencionou um programa voltado para "criação de valor capaz de gerar poupanças", que inclui o fortalecimento do segmento elétrico nas fábricas da Itália e o lançamento de novos modelos elétricos para a Maserati.
Durante o Investor Day, Elkann enfatizou a intenção de mudar de um modelo global para um mais regional, com a ideia de compartilhar plataformas e motores entre as marcas. Além disso, o grupo planeja integrar inteligência artificial em sua produção, colaborando com parceiros de renome para desenvolver arquiteturas de software e soluções de condução autônoma. No entanto, as reações iniciais dos sindicatos dos metalúrgicos foram de preocupação, considerando o plano como uma estratégia de marketing global, com um foco particular nos Estados Unidos, e expressando apreensão sobre seu impacto na Europa, especialmente na Itália e em Turim.
