Starmer: Rússia pode atacar a OTAN até 2030, alerta urgente

O primeiro-ministro britânico destaca a necessidade de um investimento em defesa antes da cimeira da NATO, marcada para julho de 2026.

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Starmer: Rússia pode atacar a OTAN até 2030, alerta urgente
Reprodução Redes Sociais

A Rússia poderá lançar um ataque contra um país da NATO dentro de quatro anos, conforme apontam as avaliações dos serviços de inteligência ocidentais. Essa advertência foi feita nesta sexta-feira pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Ele destacou que o governo britânico vai finalmente divulgar um plano de investimento em defesa, que estava previsto há algum tempo, antes da cimeira da NATO marcada para o próximo mês. "A nossa avaliação de inteligência, assim como a de outras nações da NATO, indica que a Rússia pode atacar a NATO já em 2030", declarou Starmer. "Isso evidencia a urgência e a prioridade que estamos a atribuir a esta questão", acrescentou, durante uma visita a uma empresa fabricante de drones no sudoeste da Inglaterra.

Essas declarações estão alinhadas com previsões semelhantes feitas por outros líderes europeus e pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que já havia alertado em dezembro que a Rússia "poderá estar pronta para usar força militar contra a NATO dentro de cinco anos". Em um compromisso claro, Starmer afirmou que pretende aumentar os gastos em defesa para 2,5% do PIB a partir do ano que vem, com um aumento para 3% na próxima legislatura.

O plano de investimento em defesa, que resulta de uma revisão das capacidades militares do Reino Unido, deveria ter sido apresentado no final do ano passado, mas ainda não foi divulgado. Starmer garantiu que o documento será disponibilizado antes da cimeira da NATO na Turquia, marcada para o dia 7 de julho. Segundo relatos da imprensa britânica, o atraso se deve a desavenças entre o Ministério das Finanças e outros órgãos sobre os custos envolvidos. No entanto, Starmer assegurou aos jornalistas que o plano será "totalmente financiado".

Um pouco mais cedo, nesta mesma sexta-feira, o chefe militar britânico fez um apelo, enfatizando que o país precisa fortalecer suas defesas diante das ameaças que a Rússia representa, especialmente após a invasão da Ucrânia há mais de quatro anos. "Em 35 anos de carreira, este é o período mais perigoso que já vivenciei", afirmou o marechal Richard Knighton em entrevista à BBC. "Por isso, é crucial aumentar a capacidade e o nível de prontidão das nossas forças armadas, em colaboração com nossos aliados, para dissuadir quaisquer ações imprudentes por parte de nossos adversários." Vale lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiterado a necessidade de que os países da NATO aumentem seus gastos em defesa e diminuam a dependência da segurança proporcionada por Washington.

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