Sony Reforça Que Jogos Digitais São Licenças, Não Propriedade
A empresa destaca termos de serviço em meio a protestos por mídia física, reforçando a natureza de 'aluguel' dos jogos digitais.
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A Sony reforçou, mais uma vez, que os jogos adquiridos no PlayStation não são, de fato, propriedade dos usuários. Recentemente, a empresa enviou um e-mail lembrando os termos de serviço do console. "O Software é licenciado para você, não vendido", diz uma das cláusulas, conforme reportado pelo jornalista do The Verge, Tom Warren. A mensagem continua explicando que é concedida uma licença limitada, não exclusiva, intransferível e pessoal para jogar ou usar o Software, mas apenas para o uso privado e não comercial no sistema ou dispositivo destinado.
É importante destacar que a prática de plataformas de jogos digitais oferecerem somente licenças para reproduzir os games, sem transferir a propriedade sobre a mídia, não é uma novidade. Entretanto, o que chama a atenção é o timing da Sony ao enviar essa mensagem aos jogadores. A divisão de games da empresa atravessa um momento delicado em sua imagem pública, especialmente após o anúncio do fim da produção de mídias físicas para o PlayStation, programado para janeiro de 2028. Desde essa divulgação, muitos jogadores têm boicotado campanhas de marketing, transmissões e qualquer publicação da marca nas redes sociais. Eles têm se manifestado em massa, pedindo o retorno dos discos de jogos, utilizando até mesmo mensagens padronizadas.
Os fãs chegaram a organizar uma "greve" no PlayStation contra o fim da mídia física. Esse movimento, embora encontre resistência de alguns jogadores mais fiéis à marca, tem ganhado força entre certos usuários nesta última semana de agosto. Em resposta, a Sony reconheceu a insatisfação geral. Lin Tao, CFO da empresa, comentou: "entendemos os fãs, mas vamos em frente." Por outro lado, um ex-executivo da Square Enix argumentou que o fim da mídia física pode, na verdade, resultar em jogos mais baratos na PS Store.
Embora o tema tenha ganhado destaque com o término das mídias físicas no PlayStation, a discussão sobre as licenças digitais não é nova. A Valve, por exemplo, também já deixou claro que os jogos adquiridos na Steam não pertencem aos usuários, mesmo que a plataforma seja uma das preferidas entre os gamers. As opções para contornar essas licenças são escassas. Uma alternativa é adquirir jogos sem DRM, como faz o GOG de forma exemplar. E se você não sabe o que é DRM, o Canaltech tem um conteúdo que explica tudo sobre essa tecnologia e seu impacto nos jogos de PC.
