As conferências oficiais da primeira edição da Rio Nature & Climate Week chegaram ao fim nesta sexta-feira, dia 5 de junho de 2026. O evento colocou em destaque as propostas e soluções do Sul Global para enfrentar a crise climática. Vale ressaltar que a América Latina, a África e o Sudeste Asiático abrigam cerca de 90% das florestas tropicais restantes no planeta, além de concentrar 80% da biodiversidade do mundo.
Reflexões sobre a Crise Climática
Em uma entrevista à Agência Brasil, Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e idealizador desse fórum internacional, compartilhou uma reflexão importante: o Sul Global está cansado de participar de fóruns no Hemisfério Norte, onde, muitas vezes, as discussões não resultam em soluções concretas. O grande objetivo deste evento é influenciar a agenda global e estabelecer um ecossistema de ações que una natureza e clima, conectando políticas públicas, finanças, ciência, cultura e movimentos sociais.
Antecedendo a COP31
É interessante notar que o encontro ocorreu meses antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que está agendada para novembro, em Antalya, na Turquia. Durante a conferência, Medeiros enfatizou que um terço das emissões que mais impactam as mudanças climáticas está ligado a gases como o metano, cujos efeitos na atmosfera são de curta duração. Uma das estratégias para mitigar sua emissão é investir em tecnologias que capturam esse metano e o convertem em biogás.
Importância da Redução de Emissões
A ex-secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, também destacou a relevância de reduzir as emissões de metano, afirmando que essa é uma das maneiras mais eficazes de ganhar tempo na luta contra as mudanças climáticas.