Sindicais Criticam Escassez de Ônibus no Dia da Eleição

Sindicais Criticam Escassez de Ônibus no Dia da Eleição

Centrais sindicais alertam sobre a falta de transporte público no segundo turno, dificultando o acesso dos eleitores às urnas.

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

Dirigentes de sete centrais sindicais se manifestaram neste domingo, 25 de outubro de 2026, por meio de uma nota que critica a escassez de ônibus urbanos e as limitações encontradas em outros meios de transporte durante o segundo turno da eleição presidencial. No documento, as entidades ressaltam que esses problemas dificultaram o deslocamento dos eleitores até os locais de votação, exigindo ações das autoridades competentes.

A carta conta com a assinatura de figuras importantes, como Sérgio Nobre, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, da Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); e Antonio Gozze, da Pública.

Conforme os dirigentes, a diminuição da frota de ônibus em algumas cidades vai de encontro a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que o transporte público deve operar com 100% da capacidade nos dias de eleição.

Na nota, as centrais expressam preocupação com o fato de que milhares de pessoas ficaram paradas nos pontos de ônibus, sem saber se conseguiriam chegar a tempo para votar. Além disso, o documento menciona denúncias sobre restrições em voos e no transporte por barcas na região do rio Amazonas.

“É inadmissível que, em uma democracia, no século 21, cidadãos que têm o direito de votar sejam impedidos de exercê-lo de maneira deliberada, tendenciosa e nefasta”, destaca o texto.

As entidades consideram essa situação uma ameaça ao exercício da cidadania e clamam por uma investigação dos relatos apresentados. As centrais sindicais pedem uma atuação firme das autoridades e dos órgãos encarregados da fiscalização. O documento enfatiza que o foco deve ser esclarecer as denúncias e assegurar que problemas no transporte não impeçam a participação dos eleitores.

“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização uma atuação efetiva”, afirmam os dirigentes.

A nota também destaca que a apuração deve ir além da identificação de responsabilidades entre os governos estaduais e municipais. “É preciso esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte”, conclui o texto.

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