Setor de Seguros: R$ 150,3 Bi em Indenizações até Julho de 2026

Dados recentes mostram que o setor de seguros no Brasil desembolsou R$ 150,3 bilhões em indenizações e benefícios, refletindo uma leve queda em relação a 2025.

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Setor de Seguros: R$ 150,3 Bi em Indenizações até Julho de 2026
Reprodução Redes Sociais

O setor de seguros no Brasil apresentou um cenário interessante nos primeiros sete meses de 2026. O volume de indenizações, benefícios, resgates e sorteios alcançou R$ 150,3 bilhões, representando uma redução de 2,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, em 2025.

Pagamentos em Julho

Analisando especificamente o mês de julho, os pagamentos realizados somaram R$ 23,6 bilhões, indicando um crescimento de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esses dados foram coletados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), que monitora de perto essas informações.

Destaques por Segmento

Um aspecto que se destaca é a previdência aberta, responsável pela maior parte dos pagamentos, totalizando R$ 84,1 bilhões em benefícios e resgates. Os seguros de danos e responsabilidades devolveram R$ 36,1 bilhões aos segurados, com o seguro automóvel contribuindo com mais de R$ 22 bilhões em indenizações, representando um crescimento de 8,8% em relação aos sete primeiros meses de 2025.

Outros tipos de seguros também mostraram resultados positivos. Os seguros patrimoniais massificados pagaram R$ 2,3 bilhões, uma alta de 11,3%. O seguro habitacional registrou R$ 1,3 bilhão em indenizações, com um avanço de 18,3%.

Os seguros de pessoas totalizaram R$ 10,5 bilhões entre janeiro e julho, refletindo um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O seguro de vida, especificamente, respondeu por R$ 5,3 bilhões desse total, apresentando um crescimento de 3,9%.

Além disso, os títulos de capitalização retornaram R$ 16,5 bilhões aos clientes em forma de resgates e sorteios, marcando um avanço de 4,6%, segundo a CNseg.

Arrecadação do Setor

Por outro lado, a arrecadação do setor segurador, excluindo a saúde suplementar, teve uma leve queda de 1% nos sete primeiros meses, totalizando R$ 245 bilhões em comparação anual. Esse resultado foi fortemente influenciado pelo desempenho da previdência, que registrou contribuições de R$ 90,4 bilhões, uma retração de 8,8%. Esse segmento ainda sente os efeitos das alterações tributárias feitas em 2025, incluindo a aplicação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em determinados aportes.

Os seguros de danos e responsabilidades mostraram um desempenho positivo, arrecadando R$ 86 bilhões, o que representa um crescimento de 4,5%. O seguro automóvel alcançou R$ 36,7 bilhões em prêmios, com um avanço de 6,2%, enquanto o seguro garantia registrou R$ 4,2 bilhões, uma alta de 17,4%.

Os seguros de crédito também merecem destaque, com uma arrecadação de R$ 1,6 bilhão e um crescimento significativo de 26,1%. O seguro de fiança locatícia movimentou quase R$ 1,5 bilhão, um aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2025.

Finalmente, os seguros de pessoas totalizaram R$ 48,5 bilhões, com uma expansão de 9,1%. O seguro prestamista respondeu por R$ 14,4 bilhões desse valor, apresentando um resultado 17,4% superior ao registrado entre janeiro e julho do ano passado.

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