Senadores Aceleram Votação da PEC da Segurança Pública
Aprovado requerimento no Senado permite tramitação rápida da PEC da Segurança, com discussões agendadas para hoje, 15 de outubro de 2026.

Na noite de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o plenário do Senado Federal tomou uma decisão crucial ao aprovar um requerimento que estabelece um calendário especial para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Este texto, previamente analisado e aprovado pela Câmara dos Deputados, recebeu sinal verde mais cedo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sem alterações. Com essa aprovação, a votação da PEC em dois turnos poderá acontecer de forma direta, dispensando as sessões de deliberação que normalmente ocorrem antes e depois de cada turno, conforme as regras do Regimento Interno da Casa.
Para que a proposta siga adiante, são necessários os votos favoráveis de 49 dos 81 senadores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que a PEC será discutida em plenário na sessão deliberativa agendada para a tarde de hoje, 15 de outubro.
A PEC da Segurança Pública, de autoria do Poder Executivo, visa implementar penas mais rigorosas e regimes de prisão mais severos para líderes de facções e milícias. Além disso, a proposta busca estabelecer um novo pacto federativo entre a União, estados e municípios para o enfrentamento do crime no Brasil.
Essa emenda é uma das prioridades do governo atual na área de segurança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se comprometeu a criar o Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for aprovada.
O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, mas ainda faltavam a análise e a votação de três destaques programados para hoje, com sugestões de modificações. Entretanto, esses requerimentos não puderam ser votados porque os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Vieira (MDB-SE), autores das propostas, não estavam presentes na sessão. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), explicou que, de acordo com o Artigo 300 do regimento interno do Senado, a ausência dos senadores impossibilitou a votação dos destaques.
Entre as várias medidas propostas, a PEC busca a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), promovendo alterações no Artigo 144 da Constituição, que trata da segurança pública no Brasil. O texto sugere que a segurança deve ser exercida em “regime de cooperação federativa” e por meio de uma atuação integrada e descentralizada das diversas instituições envolvidas.
Uma definição importante contida na proposta estabelece: “Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal.”
A PEC também propõe penas mais severas e regimes especiais de prisão para líderes de facções e milícias, como a prisão em unidades de segurança máxima e restrições à progressão de penas. Além disso, prevê medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e proteção a denunciantes e suas famílias.
Outra inovação trazida pela PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais civis, que estarão sob controle externo do Ministério Público, com a função de realizar policiamento ostensivo e comunitário nas cidades onde atuarão.
Atualizado há 2 horas
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta nesta quinta-feira, 15 de outubro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Alcolumbre explicou que a votação foi adiada para evitar uma "discussão açodada" da matéria e para que os senadores possam chegar a um acordo sobre as emendas apresentadas à proposta. Entre as cinco emendas propostas, estão duas que tratam da redução da maioridade penal. A emenda 84, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), propõe reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantém a regra geral de 18 anos, mas reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos.
Atualizado há 8 horas
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta nesta quinta-feira, 15 de outubro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Alcolumbre explicou que a votação foi adiada para evitar uma "discussão açodada" da matéria e para que os senadores possam chegar a um acordo sobre as emendas apresentadas à proposta. Entre as cinco emendas propostas, estão duas que tratam da redução da maioridade penal. A emenda 84, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), propõe reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantém a regra geral de 18 anos, mas reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa do parlamentar petista também não tem amplo apoio na base do governo. A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Ainda segundo o presidente do Senado, a retirada de pauta não foi para atender pedido do governo.
Atualizado há 9 horas
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) retirou de pauta nesta quinta-feira, 15 de outubro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Alcolumbre explicou que a votação foi adiada para evitar uma "discussão açodada" da matéria e para que os senadores possam chegar a um acordo sobre as emendas apresentadas à proposta. Entre as cinco emendas propostas, estão duas que tratam da redução da maioridade penal. A emenda 84, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), propõe reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantém a regra geral de 18 anos, mas reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa do parlamentar petista também não tem amplo apoio na base do governo. A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Ainda segundo o presidente do Senado, a retirada de pauta não foi para atender pedido do governo.
Atualizado há 33 horas
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou de pauta nesta quinta-feira, 15 de outubro, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Alcolumbre explicou que a votação foi adiada para evitar uma "discussão açodada" da matéria e para que os senadores possam chegar a um acordo sobre as emendas apresentadas à proposta. Entre as cinco emendas propostas, estão duas que tratam da redução da maioridade penal. A emenda 84, apresentada pelo senador Rogerio Marinho (PL-RN), propõe reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantém a regra geral de 18 anos, mas reduz a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa do parlamentar petista também não tem amplo apoio na base do governo. A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.