Seminário Internacional Destaca Políticas Culturais na América Latina
Evento em Aracruz reúne especialistas para discutir a Cultura Viva como modelo de políticas culturais na América Latina.
Um ano após sua estreia na Cidade do México, o Seminário Internacional Cultura Viva Comunitária: Uma Escola Latino-americana de Políticas Culturais teve uma nova edição durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz (ES) na tarde desta quinta-feira, 21 de maio de 2026. Essa iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e a argentina Redes de Gestão Cultural (RGC), com o apoio do programa de cooperação IberCultura Viva.
O seminário foi estruturado em dois painéis, contando com a participação de 16 convidados. Durante o encontro, o Brasil foi destacado como uma referência e fonte de inspiração para toda a América Latina. O foco não estava apenas na formulação e implementação de políticas públicas culturais, mas também na construção de redes de cooperação, apoio e intercâmbio. A Cultura Viva foi abordada de maneira especial, não só como uma política, mas como uma filosofia e metodologia.
Com uma duração de mais de três horas, o evento reuniu mestras, pesquisadores, gestores públicos e representantes de organizações de quatro países: Brasil, Argentina, Colômbia e Espanha. O objetivo era explorar temas relacionados à gestão cultural crítica e à Cultura Viva, especialmente em face dos desafios globais. A intenção era mais do que apenas discutir teorias; buscou-se contar histórias, apresentar casos concretos e dados que colocassem a política cultural no contexto da afirmação e conquista de direitos.
Representando o Ministério da Cultura, estiveram presentes o secretário-executivo, Márcio Tavares; a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg; o diretor da Política Nacional de Cultura Viva, João Pontes; e o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Bruno Melo. A deputada Jandira Feghali, autora do projeto de lei que originou a Lei Cultura Viva (Lei nº 13.018/2014), também foi uma das convidadas do seminário.
Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa e um dos organizadores do evento, mediou o segundo painel, enquanto Marcelo das Histórias, gestor do Pontão de Cultura Areté, de Campinas (SP), ficou responsável pela mediação do primeiro painel.
Em sua apresentação, Márcio Tavares enfatizou a relevância dos fazedores culturais, assim como dos pontos e pontões de cultura, na luta contra as ameaças aos direitos e à democracia. Ele ressaltou que a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) reafirma o Brasil como um país que valoriza a diversidade e respeita suas diferenças. Também destacou conquistas significativas desta gestão, especialmente aquelas resultantes da vinculação de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Entre os avanços mencionados, estava a formação de 650 Agentes Cultura Viva e a criação de uma rede de 42 pontões de cultura que articulam a política, além da dimensão internacional da Cultura Viva.
“A Política Nacional de Cultura Viva é uma referência internacional em políticas públicas. Isso nos enche de orgulho e demonstra a capacidade de inovação do setor cultural em construir soluções que atendam às suas necessidades.”
