Selo Pró-Equidade Reconhece Empresas pela Igualdade
Ministério das Mulheres entrega Selo a 80 empresas em Brasília, promovendo a equidade de gênero e raça no Brasil.
O Ministério das Mulheres entregou o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça a 80 empresas de diversos setores econômicos em todo o Brasil. A cerimônia ocorreu na tarde de 25 de maio de 2026, em Brasília. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se destacou ao conquistar o selo pela terceira vez. O selo visa incentivar médias e grandes empresas a adotarem práticas de equidade em suas estruturas organizacionais, especialmente nas áreas de gestão de pessoas e recursos humanos. Essas iniciativas têm impactado cerca de 660 mil trabalhadores e trabalhadoras em empresas privadas, públicas e de economia mista.
As empresas contempladas atuam em setores como energia, transporte, comunicação, telecomunicações, infraestrutura, saúde, indústria farmacêutica, pesquisa e tecnologia, além do sistema financeiro. Entre as práticas implementadas por essas empresas, destacam-se a ampliação das licenças maternidade e paternidade, a oferta de auxílio-creche, a flexibilização da jornada de trabalho e ações para combater a violência contra as mulheres no ambiente corporativo.
Dados da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, ligada ao Ministério das Mulheres, mostram que as disparidades salariais entre homens e mulheres nas empresas certificadas são menores do que a média nacional. Enquanto a diferença média no Brasil é de 20,9%, esse índice cai para 15,43% nas empresas participantes do programa. O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça busca melhorar os salários de mulheres e pessoas negras, além de valorizar políticas que promovem a progressão na carreira e a formação desses grupos.
Coordenado pelo Ministério das Mulheres, em colaboração com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o programa demonstra que implementar políticas de equidade de gênero e raça traz benefícios significativos às empresas. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, afirma: “Em um ambiente onde há igualdade racial e de gênero, todos os talentos, vivências e capacidades são respeitados e valorizados. Isso melhora a qualidade de vida das pessoas, gera bons negócios e aumenta a produtividade das empresas.” Vinícius Carvalho Pinheiro, diretor do Escritório da OIT para o Brasil, complementa: “A igualdade de gênero e de raça não é apenas uma agenda de justiça social, mas também uma agenda de desenvolvimento e produtividade.” Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres Brasil, destaca que “economias mais inclusivas são economias mais fortes.”
