Sebrae Impulsiona Empreendedores Negros em Conferência 2026

O encontro FIB Global Conference 2026 discute economia, geopolítica e inclusão de empreendedores negros, destacando desafios e oportunidades atuais.

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Sebrae Impulsiona Empreendedores Negros em Conferência 2026
Reprodução Redes Sociais

As transformações que moldam a economia global, os efeitos da geopolítica nos investimentos e o avanço da inteligência artificial estão no epicentro das discussões da FIB Global Conference 2026 – Future in Black. O evento, que aconteceu nesta quarta-feira (28), no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, reuniu executivos, investidores e representantes de grandes empresas como BlackRock, Bank of America, Bayer, B3, Natura e SulAmérica Investimentos. Além disso, o Sebrae trouxe para o evento 115 empreendedores negros, criando uma ponte entre pequenos negócios e grandes corporações, além de novas oportunidades comerciais.

É importante lembrar que no Brasil, cerca de 15,8 milhões de pessoas negras lideram seus próprios negócios, representando 52,3% dos empreendedores do país, conforme dados do Sebrae, que se baseiam na PNAD Contínua. No entanto, apesar dessa presença significativa, o rendimento médio dos empreendedores negros é apenas 56% do que é registrado por seus colegas brancos.

Durante a abertura, que foi conduzida pelo apresentador e escritor Manoel Soares, Maiko Pinheiro, fundador e COO do Future in Black, enfatizou o esforço necessário para unir empresas, investidores e lideranças em torno da conferência. “Esse evento é o resultado de um ano inteiro de trabalho. Ele é construído a partir de muitos ‘nãos’ para que pudéssemos conquistar todos esses ‘sins’”, destacou, referindo-se ao trabalho de mobilização de parceiros e apoiadores.

Os desafios impostos pela inteligência artificial, o envelhecimento da população e a fragmentação geopolítica estão redefinindo a economia mundial, trazendo implicações diretas para os investimentos e a competitividade das empresas. Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, chamou a atenção para o fato de que essas mudanças ocorrem em um contexto de custos crescentes, endividamento governamental e juros elevados. “Continuaremos enfrentando altas taxas de juros. Os governos tendem a se endividar mais, o que significa que o Brasil terá que pagar mais para se financiar. Isso torna os investimentos ainda mais desafiadores”, observou.

Para Natalie, a introdução de novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, traz tanto oportunidades quanto a necessidade de uma nova abordagem por parte das empresas e profissionais na preparação para o futuro. “O grande desafio é como navegar por essas transformações. Não será qualquer projeto que conseguirá se financiar, e os profissionais também precisam estar prontos. Temos que trabalhar internamente para garantir cada vez mais flexibilidade”, enfatizou. Além disso, a economista argumentou que as decisões de investimento devem ser guiadas por análises que consigam diferenciar movimentos temporários de mudanças estruturais, especialmente em um clima de maior volatilidade.

O CEO da BlackRock no Brasil, Bruno Barino, destacou a fragmentação geopolítica como uma das principais forças que estão alterando a dinâmica dos mercados. A reorganização das relações comerciais, as disputas tarifárias e a corrida por novas tecnologias estão moldando onde e como o capital será alocado. “Quando falamos em fragmentação, estamos nos referindo a um cenário em constante mudança, onde as estratégias de investimento precisam se adaptar rapidamente”, concluiu.

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