Ryan Lochte: O Polêmico Falso Assalto nas Olimpíadas 2016
Relembre o incidente que manchou a carreira de Ryan Lochte durante as Olimpíadas do Rio 2016 e suas consequências.

Um dos nadadores mais icônicos da história recente, Ryan Lochte desafiou Michael Phelps em várias ocasiões. Após a aposentadoria do lendário atleta nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, muitos acreditavam que Lochte teria uma oportunidade clara de brilhar. Contudo, um episódio infeliz, que combinou desonestidade com xenofobia, desencadeou uma série de eventos que comprometeram sua carreira.
No dia 14 de agosto de 2016, Lochte deu uma entrevista à "NBC News", onde afirmou ter sido assaltado ao deixar uma festa na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele estava acompanhado pelos nadadores Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen, todos parte da delegação americana, quando, segundo ele, o táxi que os levava foi abordado por falsos policiais, que os renderam.
Lochte contou que um dos assaltantes levou sua carteira e dinheiro, mas deixou seu celular e as credenciais olímpicas. No entanto, à medida que as investigações avançavam, surgiram contradições nas informações.
A verdade veio à tona quatro dias depois, quando a polícia analisou imagens de segurança de um posto de gasolina na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. As gravações mostravam uma briga entre os nadadores e os funcionários do local. De acordo com os seguranças, os atletas, visivelmente embriagados, vandalizaram o banheiro e se recusaram a pagar pelos danos.
Enquanto isso, Ryan Lochte já havia voltado aos Estados Unidos. Gunnar Bentz e Jack Conger foram retirados do avião para prestar esclarecimentos às autoridades. Feigen, que ainda estava no Brasil, também foi indiciado por falsa denúncia de crime e teve que pagar uma multa de R$ 35 mil para conseguir liberar seu passaporte.
Lochte, em um gesto de arrependimento, publicou uma carta reconhecendo sua mentira e pedindo desculpas. Em 2018, o Ministério Público o denunciou, mas o caso foi arquivado em 2021, após a prescrição do crime.
"Eu deveria ter sido muito mais responsável com meu comportamento. Peço desculpas aos meus colegas de equipe, fãs, competidores, patrocinadores e aos anfitriões deste grande evento. Estou orgulhoso de representar meu país nas Olimpíadas, e essa situação poderia ter sido evitada. Assumo plena responsabilidade pelo meu papel nesse acontecimento e aprendi lições valiosas", escreveu na época.
Desde os Jogos do Rio em 2016, a trajetória de Ryan Lochte não foi a mesma. Ele viu seus patrocinadores se afastarem e, com um total de 12 medalhas olímpicas — sendo seis de ouro, três de prata e três de bronze —, foi suspenso por 10 meses pelo Comitê Olímpico dos Estados Unidos. Como resultado, ele não competiu no Mundial de Natação no ano seguinte, e durante esse período de punição, enfrentou consequências significativas em sua carreira.


