Roupa Inteligente Revoluciona Monitoramento da Saúde em 2026
Sensores embutidos em roupa larga superam dispositivos justos na monitorização de dados corporais, indica novo estudo
A maioria dos dispositivos de monitoramento de saúde e condicionamento físico que conhecemos atualmente se apresenta na forma de faixas ajustadas ao corpo. Contudo, uma nova pesquisa publicada na revista Nature Communications revela que roupas mais largas podem registrar movimentos com uma precisão 40% superior, utilizando 80% menos dados.
Atualmente, os dispositivos vestíveis são projetados para ficarem em contato direto com a pele, medindo movimentos e sinais vitais. Os dados coletados são convertidos em métricas conhecidas, como passos dados e calorias queimadas. No entanto, os pesquisadores desafiaram a ideia de que sensores soltos resultariam em dados “ruidosos”. A pesquisa demonstrou que roupas largas e fluidas podem tornar o acompanhamento do movimento muito mais preciso.
Matthew Howard, coautor do estudo e professor de engenharia no King’s College London, comentou: “Podemos nos afastar da ideia de ‘tecnologia vestível’ que se assemelha a equipamentos médicos e nos aproximar da noção de ‘roupa inteligente’. Imagine um simples botão em um vestido que monitora a saúde enquanto a pessoa se sente à vontade no seu dia a dia.” Ele explicou que, ao mover o braço, uma manga larga responde de maneira mais sensível do que um sensor preso de forma apertada.
A equipe do King’s College London conduziu testes com sensores em diferentes tecidos, utilizando tanto participantes humanos quanto robôs. Os resultados mostraram que a abordagem baseada em tecidos detectava movimentos com mais rapidez e precisão, utilizando menos dados.
Os pesquisadores também descobriram que a localização do sensor na roupa não influenciava sua precisão. Sensores embutidos em roupas largas podem detectar pequenos movimentos que os dispositivos atuais frequentemente não conseguem registrar, como os tremores associados à doença de Parkinson. “Com essa abordagem, podemos ‘amplificar’ o movimento das pessoas, facilitando a detecção de movimentos menores”, disse Irene Di Giulio, coautora do estudo.
Ela destacou que isso poderia permitir o acompanhamento de pacientes em suas casas, utilizando roupas do dia a dia com sensores adicionados a botões de camisas, por exemplo. “Isso pode facilitar para os médicos monitorarem seus pacientes e para os pesquisadores coletarem dados vitais que ajudam a desenvolver novas terapias e tecnologias vestíveis adaptadas a essas formas de incapacidade”, completou Di Giulio. Apesar das limitações dos dispositivos vestíveis atuais, essa nova abordagem promete revolucionar o monitoramento da saúde.
