RN Receberá Supercomputador Brasileiro de IA em 2026
Novo supercomputador de IA em Macaíba promete revolucionar pesquisa e inovação no Brasil com investimento de R$ 1 bilhão.
© Divulgação/UFRN
O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, parte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Macaíba, foi selecionado para receber um supercomputador de inteligência artificial (IA). Este investimento, realizado pelo governo federal, ultrapassa R$ 1 bilhão. O edital de concorrência para a aquisição será publicado no Diário Oficial da União (DOU) e os recursos são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O novo supercomputador terá uma capacidade impressionante de 7.200 petaflops, equivalente a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Para comparação, o supercomputador Santos Dumont, atualmente o mais potente do Brasil, opera com 27 petaflops.
Essa máquina será acessível a empresas, universidades, instituições científicas e órgãos governamentais, possibilitando treinamentos de modelos e pesquisas em IA, sob a coordenação do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). A iniciativa visa fomentar a pesquisa e inovação, criando novas oportunidades de negócios através de uma capacidade computacional sem precedentes no Brasil.
A ministra Luciana Santos, do MCTI, destacou que a chegada do supercomputador reduzirá a dependência do Brasil em relação ao processamento de dados no exterior, onde atualmente 60% das operações de IA são realizadas fora do país. O novo equipamento deve se posicionar entre os dez mais potentes do mundo.
O edital também prevê contrapartidas, como transferência de tecnologia e capacitação de 5 mil pessoas ao longo de cinco anos, além de incentivar fornecedores brasileiros. Essa ação está inserida no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que busca expandir a infraestrutura tecnológica do país e fortalecer a soberania digital.
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou: "Vamos mostrar que os brasileiros, nossos acadêmicos e a juventude, não devem nada a ninguém. Eles só precisam de oportunidades, e é isso que queremos garantir com esse equipamento".
A escolha do Nordeste para a instalação do supercomputador também reflete um esforço para reduzir desigualdades regionais na tecnologia e aproveitar a abundância de energia renovável da região, líder na produção de energia eólica. Além disso, há planos para desenvolver chips com arquitetura aberta RISC-V, visando diminuir a dependência de arquiteturas existentes.
