
Risco de câncer de esôfago aumenta com bebidas quentes
Estudo da Universidade de Oxford revela que bebidas quentes elevam em até três vezes o risco de câncer de esôfago entre consumidores frequentes.
Reprodução Redes Sociais
10 de setembro de 2026, 10h55
Atualizado há 23 segundos
Você é fã de chá ou café bem quente? É hora de reconsiderar esse hábito. Um estudo recente da Universidade de Oxford alerta que o consumo de bebidas “muito quentes” pode aumentar significativamente o risco de câncer de esôfago.
Os pesquisadores analisaram dados de aproximadamente 980 mil adultos no Reino Unido, coletados pelo UK Biobank e pelo Million Women Study. Os participantes relataram suas preferências de temperatura para bebidas quentes, com opções que incluíam “muito quentes”, “quentes” ou “mornas”. Após mais de 10 anos de acompanhamento, os cientistas observaram o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas do esôfago.
Os resultados mostraram que aqueles que consumiam bebidas “quentes” apresentavam quase o dobro do risco de câncer em comparação aos que optavam por bebidas “mornas”. Já os que preferiam bebidas “muito quentes” tinham um risco três vezes maior.
“Este é, atualmente, o maior estudo a examinar essa questão em uma população do Reino Unido, onde muitas pessoas consomem chá e café diariamente”, afirma Keren Papier, pesquisadora principal da Oxford Population Health. Ela ressalta que “as evidências já existentes sugerem que o consumo de bebidas muito quentes pode de fato aumentar o risco de carcinoma de células escamosas do esôfago”.
Embora o estudo não tenha encontrado uma relação direta entre o consumo de chá e café e o aumento do risco de câncer, a temperatura das bebidas quentes consumidas se mostrou um fator relevante.
Os pesquisadores não conseguiram medir as temperaturas exatas das bebidas devido ao grande número de participantes e à longa duração do estudo. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), o consumo de bebidas acima de 65°C é classificado como “provavelmente cancerígeno” para os humanos.
Ainda há muitas questões em aberto sobre como essas temperaturas elevadas podem impactar o risco de câncer de esôfago. As evidências atuais sugerem que altas temperaturas podem danificar o revestimento do esôfago, aumentando, assim, a probabilidade de desenvolvimento de câncer ao longo do tempo.
