Na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, as discussões no espaço do Ministério da Cultura durante o Rio2C giraram em torno da inovação tecnológica, da TV 3.0 e da necessidade de ampliar a difusão do conteúdo nacional. Este evento, que se realiza anualmente no Rio de Janeiro, reúne profissionais da indústria criativa e vai até o próximo domingo, 31, na Cidade das Artes.
Desafios do Audiovisual e Inovação Tecnológica
Durante o encontro, a diretora-presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antônia Pellegrino, fez uma reflexão importante sobre os desafios que o audiovisual enfrenta com as transformações tecnológicas e o fortalecimento das políticas públicas. Ela enfatizou a urgência de fortalecer a circulação da produção independente e garantir que a população tenha acesso a múltiplas plataformas de conteúdo. “A TV 3.0 é um passo significativo para a comunicação pública”, destacou Antônia, ressaltando que essa iniciativa, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Anatel, representa uma chance de inovar tecnologicamente enquanto se democratiza o acesso ao conteúdo brasileiro.
Importância da Diversidade Cultural
O ponto aqui é que essa comunicação pública é fundamental para dar espaço à diversidade cultural do Brasil e para as produções oriundas de diferentes regiões do país. Paulo Feitosa, coordenador do programa Cinemas, também participou das discussões, enfatizando a importância de aumentar os espaços de exibição para o cinema brasileiro e de aproximar o público das obras nacionais. “Estamos vivendo um momento crucial de criatividade e reconhecimento no cinema brasileiro. É vital que aproveitemos essa fase para fortalecer os canais de difusão”, afirmou.
Programa Tela Brasil e Acesso ao Audiovisual
Além disso, Daniela Fernandes, diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do Ministério da Cultura, detalhou o programa Tela Brasil, que será apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado, dia 31, durante a programação do Rio2C. “O Tela Brasil é estratégico para ampliar o acesso ao audiovisual nacional, fortalecer a produção local e estimular a formação de público. É uma política que se alinha com inovação, inclusão e a valorização da cultura brasileira”, explicou.
Internacionalização do Cinema Brasileiro
Em relação à internacionalização do cinema brasileiro, a secretária do Audiovisual do Minc, Joelma Gonzaga, defendeu a necessidade de criar estratégias permanentes para a circulação do conteúdo brasileiro no exterior. “Estamos reconstruindo uma política pública, com investimento e diálogo com o setor, para que o Brasil possa retomar seu protagonismo no cenário audiovisual mundial”, afirmou. Ela acrescentou que a internacionalização não deve beneficiar apenas as grandes produtoras, mas deve também abrir oportunidades para produções independentes e regionais. “Quando falamos em internacionalização, falamos em gerar oportunidades para produtores de todo o país, em ampliar coproduções e em garantir que a diversidade cultural brasileira esteja nas telas do mundo inteiro.”