Renner (LREN3) revisa projeções após fraco segundo trimestre
Resultados abaixo do esperado levam a Lojas Renner a cortar suas metas de crescimento para 2026, impactando ações do varejista.

A Lojas Renner (LREN3) divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, que, infelizmente, ficaram abaixo das expectativas do mercado. A empresa anunciou uma revisão para baixo nas suas projeções de crescimento de receita para este ano. Essa mudança pode aumentar o ceticismo dos investidores sobre a capacidade da varejista de impulsionar as vendas nos próximos meses.
Às 10h10 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 7 de agosto, as ações da Renner caíam 10,16%, cotadas a R$ 12,11. A companhia registrou uma receita líquida consolidada de R$ 4,2 bilhões, representando um crescimento de apenas 1% em relação ao ano anterior. O lucro líquido permaneceu praticamente inalterado, em R$ 405 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado alcançou R$ 845 milhões, mostrando uma queda de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho das vendas é preocupante, com um avanço de apenas 0,5% na comparação anual, um número que fica aquém do que os concorrentes têm conseguido. A Renner revisou suas metas de crescimento da receita de varejo para 2026, agora projetando uma faixa entre 4% e 8%, em contraste com a estimativa anterior que variava de 9% a 13%.
O Bradesco BBI classificou esses resultados como negativos, ressaltando que o corte nas projeções ofusca os avanços operacionais da companhia. O Goldman Sachs também antecipa uma reação negativa do mercado, destacando que os investidores devem estar mais atentos à redução das metas e ao aumento da pressão competitiva.
Apesar da desaceleração nas vendas, a Renner apresentou alguns indicadores operacionais positivos, como a margem bruta do varejo, que subiu 0,4 ponto percentual, alcançando 57,5%. Isso mostra que, apesar dos desafios, a empresa ainda mantém alguns aspectos operacionais em níveis favoráveis.