Reino Unido, Itália e Japão firmam contrato de 4,6 bi para novo caça
A parceria trilateral avança no desenvolvimento do GCAP, um caça furtivo de última geração, com investimento significativo e potencial de expansão internacional.
O Reino Unido, a Itália e o Japão firmaram um contrato no valor de 4,6 bilhões de libras esterlinas (ou cerca de 6,14 bilhões de dólares) com a joint venture Edgewing, responsável pela construção de um novo caça no âmbito do Programa Global de Combate Aéreo (GCAP, na sigla em inglês). Esta informação foi divulgada pelo governo britânico nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, marcando um avanço importante na fase de desenvolvimento do projeto.
Após enfrentar nove meses de atrasos devido a restrições orçamentárias em seu setor militar, o Reino Unido se comprometeu na terça-feira, dia 30, a destinar 8,6 bilhões de libras ao GCAP nos próximos quatro anos. Esse investimento assegura a participação britânica no financiamento do projeto trilateral, que visa reforçar a defesa nacional. O GCAP promete oferecer aos pilotos um caça furtivo de última geração. Segundo Luke Pollard, ministro britânico responsável pelas Forças Armadas, a assinatura deste contrato com a Itália e o Japão é um passo significativo para a entrega do novo caça.
A formalização deste contrato ocorre logo após o colapso, em junho, de um programa rival de caça liderado pela França e pela Alemanha, criando incertezas nas alianças de defesa na Europa e aumentando a possibilidade de adesão de outros países ao GCAP. A BAE Systems, da Grã-Bretanha, a italiana Leonardo e a japonesa Mitsubishi Heavy Industries estão colaborando no desenvolvimento do GCAP, um caça furtivo de sexta geração que se espera estar em operação até 2035.
Por meio do GCAP — também conhecido como Tempest no Reino Unido — essas nações têm a oportunidade de compartilhar custos que podem alcançar dezenas de bilhões de dólares para desenvolver uma aeronave de combate avançada, além de buscar novas encomendas. O ministro da Defesa da Itália, em junho, sugeriu que abrir o GCAP para outros países ajudaria a distribuir esses custos. A Leonardo, em conversa com a Reuters, mencionou que a Alemanha seria uma parceira especialmente interessante, dada sua expertise na área. Além disso, a Arábia Saudita e o Canadá já demonstraram interesse em participar do programa.
Caso o GCAP seja ampliado, será necessário o consentimento dos três membros fundadores. Executivos já mencionaram que existem possibilidades de adesão futura em diferentes níveis de participação. A joint venture responsável pelo desenvolvimento do GCAP, chamada Edgewing, é controlada em conjunto pela BAE Systems, pela Leonardo e pela Japan Aircraft Industrial Enhancement. Com sede no Reino Unido, a empresa tem um diretor-presidente italiano. A BAE já declarou que o GCAP será de três a quatro metros mais longo que o Eurofighter Typhoon e foi projetado para ter um alcance operacional superior.


