Ranking das Cidades e Estados Mais Violentos do Brasil em 2025
Descubra quais cidades e estados lideram o ranking de violência em 2025 e as mudanças nas taxas de homicídios no Brasil.
As dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas no Brasil em 2025 estão concentradas na região Nordeste. Dentre elas, cinco estão na Bahia, três no Ceará, uma em Pernambuco e outra na Paraíba. Maranguape, no Ceará, se destacou mais uma vez, liderando este triste ranking pelo segundo ano consecutivo, com uma alarmante taxa de 100,3 mortes violentas para cada 100 mil habitantes.
Quando analisamos os estados, o Amapá continua sendo o mais violento, apesar de uma leve queda de 6% em sua taxa. Logo atrás, encontramos a Bahia e o Ceará. Em contraste, Santa Catarina se destacou positivamente, apresentando a menor taxa de mortes do país, com apenas 7,6 por 100 mil habitantes, superando até mesmo São Paulo.
A análise geral revela que, embora as mortes violentas em todo o Brasil tenham diminuído em 8%, há um aumento preocupante nos feminicídios e nas mortes causadas por policiais. Esses dados foram divulgados no Anuário de Segurança Pública, recentemente publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da redução geral, certas estatísticas refletem uma realidade alarmante que ainda requer atenção urgente.
Atualizado há 1 hora
O principal fator que contribui para o alto índice de violência nessas cidades é a disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas. Maranguape, que lidera o ranking nacional, registra uma taxa de mortes cinco vezes superior à média do país. Sua localização estratégica perto de importantes eixos rodoviários, como a BR-22 e a CE065, torna a cidade atrativa para organizações criminosas. Eunápolis, no extremo sul da Bahia, destaca-se como a segunda cidade mais violenta, com uma taxa de 85,1 casos por 100 mil habitantes. A cidade também enfrenta disputas entre grupos faccionados e é um ponto estratégico para o transporte de drogas, cruzada por duas rodovias nacionais. Este cenário reflete a complexidade dos desafios enfrentados pelas autoridades locais na tentativa de conter a violência.
