R$ 131 milhões para saúde no Espírito Santo após desastre de Mariana
Recursos vão ser usados para recuperar e ampliar a rede de saúde pública em 11 municípios.
© Antonio Cruz/ Agência Brasil
Na manhã de 12 de fevereiro de 2026, o governo federal anunciou um investimento de R$ 131,9 milhões para recuperar e expandir a rede de saúde pública em 11 municípios do Espírito Santo, severamente afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os recursos são resultado de um acordo judicial com as empresas responsáveis pelo desastre ambiental, incluindo a Samarco e suas acionistas, Vale e BHP.
Esse investimento faz parte do "Novo Acordo do Rio Doce", que inclui ações estruturantes para fortalecer a infraestrutura de saúde, vigilância e assistência, além de iniciativas em saúde digital e formação profissional. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 82,55 milhões, será destinada à expansão da infraestrutura de saúde. Entre as obras previstas, destaca-se a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina (ES), além da criação de quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps), dois centros de especialidades odontológicas e a compra de equipamentos para dois centros de reabilitação.
Os recursos beneficiarão diretamente as populações de municípios como Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama. O Complexo Hospitalar de Colatina será fundamental para monitorar doenças crônicas decorrentes da contaminação da água, conforme ressaltou Padilha.
Na capital, Brasília, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou da assinatura que oficializou o plano e a liberação dos recursos federais. Ele afirmou que todos os municípios afetados terão a estrutura necessária para oferecer cirurgias eletivas e outros serviços de saúde, incluindo acompanhamento de pessoas com desenvolvimento atípico.
O novo complexo hospitalar trará ampliação na oferta de cirurgias e um plano específico para o tratamento de doenças hematológicas, hipertensão e diabetes em populações quilombolas, além de um cuidado integral voltado para idosos em situação de fragilidade. O governo federal também destacou a melhoria da vigilância ambiental e toxicológica no estado, com a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que analisará metais pesados e matrizes ambientais, além da ampliação das equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e saúde do trabalhador.
