Quatro em cada dez alunas faltam às aulas devido a dores menstruais
Estudo revela que 37,1% das alunas faltam mensalmente às aulas por cólicas, afetando a educação e a saúde mental.
© Douglas Lopes/Divulgação
Um estudo recente revela que seis em cada dez estudantes do ensino fundamental e médio que menstruam enfrentam cólicas fortes e moderadas, impactando diretamente sua rotina escolar e frequentemente exigindo medicação para lidar com a dor. Estima-se que cerca de 37,1% das alunas faltam às aulas pelo menos uma vez por mês devido às dores menstruais. Esta pesquisa, realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info, foi divulgada em um contexto significativo: o Dia Internacional da Dignidade Menstrual.
O levantamento, que ouviu 2.551 estudantes, 303 professores e 181 gestores escolares em fevereiro, revela um dado alarmante: a cólica é o principal sintoma que impede as alunas de frequentar as aulas, citada por 57,7% das entrevistadas. Na prática, isso significa que esses sintomas podem resultar em, em média, dois dias de ausência a cada mês.
Sofia Reinach, que lidera a iniciativa de Endometriose no Instituto Alana, enfatiza a importância de reconhecer o impacto do absenteísmo na aprendizagem e nas oportunidades educacionais das alunas. Além disso, o estudo destaca disparidades raciais, mostrando que alunas negras tendem a faltar mais às aulas, mesmo relatando menos cólicas intensas.
A dor menstrual deve ser considerada uma questão coletiva. A especialista sugere a implementação de protocolos que garantam faltas justificadas, o que poderia ajudar a aliviar o constrangimento enfrentado por essas alunas.
