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Quanto a bateria de um carro elétrico se desgasta em um ano?
Entenda a durabilidade das baterias de carros elétricos e como fatores externos influenciam seu desempenho ao longo do tempo.
gerada por IA/Gemini
A durabilidade das baterias de carros elétricos tem gerado muitas discussões ao longo do tempo. É comum ouvir motoristas preocupados, acreditando que a autonomia dos veículos diminui rapidamente, tornando-os pouco confiáveis à medida que envelhecem. No entanto, estudos realizados por empresas especializadas em monitoramento, como Geotab e Recurrent, desmistificam essa ideia. Eles mostram que a perda de capacidade realmente acontece, mas de uma forma muito mais lenta do que muitos imaginam.
Essas pesquisas indicam que, durante o primeiro ano de uso, a bateria pode apresentar uma redução discreta em sua capacidade. O impacto disso é bem sutil e não compromete a autonomia de maneira significativa, permitindo que os veículos mantenham grande parte de sua performance original mesmo após vários anos. Ou seja, a crença de que é necessário fazer uma substituição precoce se revela infundada e isso, por sua vez, ajuda a reforçar a confiança na eletrificação.
Ademais, os fabricantes estão oferecendo garantias que podem chegar a até oito anos ou 160 mil km, o que está em linha com os dados coletados por Geotab e Recurrent, que monitoram milhares de veículos em diversas condições de uso.
Agora, é importante ressaltar que a durabilidade da bateria de um carro elétrico depende de diversos fatores. Tudo, desde a temperatura do ambiente até os hábitos do proprietário, pode influenciar. A aceleração ou a redução na perda de capacidade pode ser afetada por alguns aspectos:
- Clima: temperaturas elevadas tendem a acelerar o desgaste químico.
- Recargas rápidas: embora sejam práticas durante viagens, o uso frequente desse tipo de recarga pode gerar calor, acelerando a degradação.
- Hábitos de recarga: para baterias NMC, o ideal é manter a carga entre 20% e 80%; já as LFP se beneficiam de uma carga completa semanal para manter o equilíbrio.
- Uso e tempo: mesmo quando o carro está parado, ele pode sofrer envelhecimento químico; e rodar muito implica em ciclos de carga e descarga.
Com tantos fatores em jogo, as montadoras estão investindo em sistemas de gerenciamento térmico ativo, como a refrigeração líquida, para prolongar a vida útil das baterias, especialmente em países quentes como o Brasil.
Para monitorar a "saúde" da bateria, o indicador mais utilizado é o SoH (State of Health). Esse parâmetro mostra a capacidade remanescente em comparação ao estado original. Em alguns modelos, essa informação aparece diretamente no painel ou em aplicativos oficiais.
Quando essa opção não está disponível, é possível utilizar aplicativos conectados via OBD2 ou solicitar relatórios técnicos nas concessionárias. Com isso, o motorista pode acompanhar de perto a evolução da bateria, planejando melhor o uso do veículo e evitando surpresas desagradáveis.
E já que estamos nesse tema tão interessante, que tal dar uma olhada em uma listinha rápida que reúne 5 curiosidades sobre as baterias dos carros elétricos?
